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MIMEJF MOSTRA INTERNACIONAL DE
CHAMADA PARA COMPOSIÇÕES ELETROACÚSTICAS O Grupo de Artes Sônicas (Juiz de Fora, Minas Gerais, Brasil) convida os compositores de todo o mundo - sem limites de idade ou nacionalidade - a enviarem composições eletroacústicas solo (suporte fixo) tendo em vista a realização da Mostra Internacional de Música Eletroacústica de Juiz de Fora. Nos últimos anos (2001 e 2002), foram realizados dois eventos no Centro Cultural Bernardo Mascarenhas (Juiz de Fora, Minas Gerais, Brasil), com a participação de compositores de vários países. Os concertos que integram cada mostra são sempre realizados no final do primeiro ou segundo semestre de cada ano. Veja abaixo os critérios para participação: 1. Não há nenhum prazo final para as contribuições. O músico e compositor brasileiro Paulo Motta, responsável pelo Grupo de Artes Sônicas, organiza, periodicamente, a MIMEJF - Mostra Internacional de Música Eletroacústica de Juiz de Fora que este ano (novembro, 2006) terá a sua terceira edição (veja abaixo detalhes do evento). 2. Para cada ano novos trabalhos serão selecionados. Não há data de encerramento para envio dos trabalhos, pois as datas e o(s) local(is) de realização do evento serão anunciados a cada ano de realização dos mesmos. Desta forma, caso deseje enviar suas composições, não há data limite de envio. 3. Não há restrições quanto ao fato de os trabalhos já terem sido editados em CD, ou terem recebido prêmio em alguma competição ou concurso, ou já terem participado de outros eventos em outras ocasiões; ou, ainda, estarem disponíveis on-line em bibliotecas sonoras. 4. Não há limite para a duração das obras, muito embora seja oportuno o envio de peças relativamente não muito longas (com no máximo 10 minutos de duração). A chance de peças longas serem escolhidas será menor do que aquelas que excedam esse tempo). Como os concertos que integram as Mostras serão para obras eletroacústicas solo, peças com mais de 1O minutos de duração terão que, necessariamente, ser realmente boas! 5. Também não há nenhum limite do número de peças que você pode enviar. No entanto, cada compositor terá o mínimo de 1 e o máximo de três obras incluídas em cada Mostra (garantindo, assim, a participação de um número maior de compositores). Em casos excepcionais (homenagens, por exemplo), o organizador do evento se permitirá incluir mais obras de um mesmo autor (sem se ater ao ano de composição ou à duração das obras). Ainda excepcionalmente, composições fora do tempo limite estipulado, serão incluídas no programa, se o organizador do evento assim considerar pertinente a participação de compositores que tenham trajetórias historicamente relevantes no cenário da composição eletroacústica. 6. As peças devem ser electroacústicas-solo para suporte fixo (sem partes adicionais para execução de instrumentos em tempo real) em 2 canais independentes(formato estéreo) e/ou em 4 canais independentes (para as peças quadrifônicas).(1) Favor não enviar gravação e/ou partituras de instrumentos em tempo real. Os trabalhos deverão estar preferencialmente no formato áudio CD/CD-R (não Wav) em 44.1 Khz, 16 bits ou em S-VHS CASSETTE TAPE - Alesis ADAT - professional standard 48 kHz sampling rate. Juntamente com o CD/CD-R e/ou S-VHS, favor enviar: título da obra, nome do autor, ano de composição, descrição do trabalho com no máximo (10) dez linhas, endereço postal, Website (se houver) e endereço eletrônico (e-mail). 7. Qualquer dúvida quanto aos recursos técnicos disponíveis ou outras questões, favor escrever para Paulo Motta (pmotta@artnet.com.br). 8. O responsável pelo evento se reservará o direito de ter autonomia para escolher quais obras irão participar dos concertos, o que implica que nem todos os trabalhos serão incluídos nos mesmos. Em contrapartida, todas as composições - independentemente de integrarem ou não os concertos, terão seus títulos, nomes dos autores, ano de composição e comentários incluídos na página da Mostra e passarão a fazer parte do banco de dados do Grupo de Artes Sônicas. 9. O envio de obras implica na aceitação, por parte dos compositores, das disposições e regras de participação citadas acima. 10. Por favor envie seu material para:
Informações: pmotta@artnet.com.br Tel.:(032) 3231-2073 Notas: (1) Não obstante, o organizador do evento se reservará o direito de inserir obras eletroacústicas mistas - para suporte fixo e tempo real) quando considerar pertinente a execução das mesmas para algum fim específico - como por exemplo a diferenciação entre "assistir música" e "ouvir música". 1ª MIMEJF - MOSTRA INTERNACIONAL DE MÚSICA ELETROACÚSTICA DE JUIZ DE FORA (novembro 2001) Centro Cultural Bernardo Mascarenhas - Juiz de Fora - Minas Gerais - Brasil Curadoria e difusão sonora: Paulo Motta Categoria: Composições para "tape solo" (suporte fixo). Texto de apresentação do projeto da 1ª MIMEJF à FUNALFA - Fundação Cultural Alfredo Ferreira Lage (Juiz de Fora, Minas Gerais, Brasil): A Música Eletroacústica desenvolveu-se significativamente nas últimas décadas. Várias instituições em diversos países têm direcionado partes consideráveis de suas verbas para a instalação de laboratórios, estúdios e centros de pesquisas destinados a este gênero musical (o ano de 1998 foi marcado por inúmeros eventos ao redor do mundo, tendo em vista as comemorações dos cinqüenta anos de surgimento da Música Eletroacústica). O autor desse projeto tem recebido colaborações para suas pesquisas (que recebem o nome genérico de Grupo de Artes Sônicas - Uma abordagem histórico-estética da Música Eletroacústica: dos seus primórdios aos dias atuais, disponível na Internet no endereço (http://www.artnet.com.br/pmotta) - desenvolvidas há mais de quinze anos - de vários centros de pesquisas do Brasil e do Exterior, dentre eles: 1. Center for Computer Research in Music and Acoustics (Stanford University, CA, USA) através do compositor Celso Aguiar, um de seus integrantes; 2. Laboratório de Música Eletroacústica (UnB, Brasília - DF, Brasil), através de seu diretor Jorge Antunes; 3. Laboratório de Música e Tecnologia (LaMuT/UFRJ, Rio de Janeiro, Brasil), através de seu diretor Rodolfo Caesar; 4. Centro Nacional de las Artes (Cidade do México - DF, México), através do compositor José Ricardo Cortés. 5. Dissociação Estética Londrinense (Londrina, Paraná, Brasil), através do compositor Guto Caminhoto, um de seus integrantes; 6. Studio PANaroma (UNESP, São Paulo, São Paulo), através de seu diretor Flo Menezes. Parte desse material consiste em CDs, fitas de áudio e DAT, usados na difusão de Música Eletroacústica. O repertório que integra os concertos do 1ª MOSTRA DE MÚSICA ELETROACÚSTICA DE JUIZ DE FORA será extraído desse material. A 1ª MOSTRA DE MÚSICA ELETROACÚSTICA DE JUIZ DE FORA tem como principal objetivo divulgar esse material recebido como colaboração à página do GAS, assim como divulgar o repertório de compositores brasileiros e estrangeiros. Palestra, difusão sonora e execução musical: Paulo Motta 2 PERÍODO DE REALIZAÇÃO 21 a 25 de novembro (2ª feira a 6ª feira), sempre às 20:00 Texto do programa da 1ª MIMEJF - MOSTRA INTERNACIONAL DE MÚSICA ELETROACÚSTICA DE JUIZ DE FORA: A Prefeitura de Juiz de Fora, através da Fundação Cultural Alfredo Ferreira Lage - FUNALFA, convida Vossa Senhoria para a 1ª MOSTRA DE MÚSICA ELETROACÚSTICA DE JUIZ DE FORA DE 21 A 25 DE NOVEMBRO 2001- 20 HORAS - ABERTURA: 21 DE NOVEMBRO, 20 HORAS LOCAL: SALA DE ENCENAÇÃO FLÁVIO MÁRCIO, CENTRO CULTURAL BERNARDO MASCARENHAS Av. Getúlio Vargas, n° 200 - Juiz de Fora - MG A aproximação de recursos eletrônicos à composição musical criou um universo musical extremamente instigante no que se refere ao surgimento de estéticas e critérios composicionais, assim como inúmeras possibilidades de análise, síntese e reprocessamento da matéria sonora. Em meados desse século (em grande parte, devido à invenção do gravador de fita magnética), surgiram duas escolas que propuseram a aproximação de meios eletrônicos à composição musical: a Musique Concrète, em Paris, com os trabalhos pioneiros de Pierre Schaeffer e Pierre Henry; e a Elektronische Musik, em Colônia (Alemanha), a partir das pesquisas de Herbert Heimert e Karlheinz Stockhausen. A primeira delas, a musique concrète, propunha a manipulação eletrônica de timbres já existentes. Dessa forma, e a princípio, qualquer sonoridade (captada por microfones) poderia ser usada na elaboração das peças. A elektronische musik (tecnicamente denominada "música eletrônica pura"), por sua vez, não admitia a utilização de sons pré-existentes, e seus criadores trabalhavam exclusivamente na síntese eletrônica dos timbres, criados exclusivamente para cada composição em particular. Por esses motivos, em seus primórdios, essas duas escolas - ou vertentes composicionais - se antagonizavam no que dizia respeito às estéticas e aos procedimentos composicionais envolvidos. A "conciliação" entre as duas ocorreu quando Stockhausen compôs Gesang der Jünglinge (O Canto dos Adolescentes) em 1956, aplicando tanto procedimentos "concretos" quanto "eletrônicos" e, consequentemente, inaugurando uma nova vertente musical, a "música eletroacústica". Esta mostra, a primeira do gênero a ocorrer em Juiz de Fora, tem como principal objetivo a divulgação dessa importante etapa da história da música, apresentando - além de palestras, vídeos e performances em tempo real - algumas das mais significativas composições eletroacústicas nacionais e internacionais (para fita magnética solo) que contribuíram para o desenvolvimento dessa modalidade musical ao longo do século XX. Paulo Motta Programa da 1ª MIMEJF - MOSTRA INTERNACIONAL DE MÚSICA ELETROACÚSTICA DE JUIZ DE FORA: 21 DE NOVEMBRO Palestra: Trajetórias da música ocidental: do cantochão à eletrônica Obras: Cantochão (#, sécs. VII a X); Messe de Notre Dame (Guillaume de Machaut, séc. XIII); Prélude l'Après-Midi dún Faune (Claude Debussy, #, 1894); A Sagração da Primavera (Igor Stravinsky, #, 1913); Ecuatorial (Edgard Varèse, 1934, 12'); Studie II (K. Stockhausen, 1954, 3' #); Étude aux Sons Animés (Pierre Schaeffer, 1958 [revis.: 1971], 4'11"). 22 DE NOVEMBRO Palestra: Pequeno panorama histórico-estético da música eletroacústica Gesang der Jünglinge (K. Stockhausen ,1955-6, #4'40"); Sibemol (Reginaldo Carvalho, 1956, 1'35"); (Edgard Varèse, 1957-58, 8',) Cinta Cita (Jorge Antunes, 1969, 4'56"). 23 DE NOVEMBRO Palestra: A voz na música eletroacústica Obras: Gesang der Jünglinge (K. Stockhausen, 1955-6, # 4'40") Thema (Omaggio a Joyce) (Luciano Berio, 1958, 6'11"); Vozes da Cidade (Denise Garcia, 1993, 10'30"); O que acontece embaixo da cama enquanto Janis está dormindo? (Rodolfo Coelho e Souza, 1997, 7'48"); Rezas Populares do Brasil (Anna Maria Kieffer, 1999, 3'27 #); EXECUÇÃO EM TEMPO REAL: O Ouvido Armado, versão para tape e sintetizador modular (Paulo Motta, 2000, 15'). 24 DE NOVEMBRO Palestra: Música eletroacústica e ambiente informático Obras: Mycenae-Alpha (Iannis Xenakis, 1978, 9'40"); Persecución (Damián Keller, 1987, 4'10'); Songe (Jean-Claude Risset, 1979, 9'02"); Crystal Music (Stéphane Roy, 1992-93, 14'54"); Goma Arábica (Eduardo Reck Miranda, 1995, 7'18"); Momento Angular (Guto Caminhoto, 1995, 5'17"). 25 DE NOVEMBRO Palestra: Perspectivas composicionais da música eletroacústica Obras: Experimentamorfose, para instrumentos acústicos e recursos eletrônicos em tempo real (criação coletiva com execução a ser realizada a partir de partituras gráficas elaboradas por Paulo Motta; 2000, duração indeterminada; performance coletiva com o Grupo de Artes Sônicas e participação especial de Eduardo Tagliatti). 2ª MIMEJF - MOSTRA INTERNACIONAL DE MÚSICA ELETROACÚSTICA DE JUIZ DE FORA (novembro 2002) Centro Cultural Bernardo Mascarenhas - Juiz de Fora - Minas Gerais - Brasil Curadoria e difusão sonora: Paulo Motta Categoria: Composições para "tape solo" (suporte fixo). (Alemanha, Argentina, Brasil, Canadá, Dinamarca, Estados Unidos, França, Grécia, Japão, México, Ucrânia) & Homenagem a Jorge Antunes Abertura: 26 de junho, quarta-feira, às 20 horas. Período: 26/11 a 30/11 de 2002. Local: Videoteca do Centro Cultural Bernardo Mascarenhas Juiz de Fora - Minas Gerais - Brasi.l Organização, apresentação e difusão sonora: Paulo Motta (Grupo de Artes Sônicas). Apoio: Funalfa/Centro Cultural Bernardo Mascarenhas A 2ª Mostra Internacional de Música Eletroacústica de Juiz de Fora dá continuidade ao primeiro evento, ocorrido em 2000, cuja temática foi eminentemente histórica, e apresentou algumas das principais e mais significativas composições eletroacústicas realizadas durante o século XX. Em sua segunda edição, serão apresentadas obras que integram o acervo do Grupo de Artes Sônicas, uma "instituição virtual" criada em 1997 que tem sua "sede" na rede mundial de computadores no endereço http://www.artnet.com.br/pmotta. Além de uma representativa bibliografia, este acervo reúne material discográfico enviado por compositores e pesquisadores de vários países. Para a 2ª MIMEJF, foram selecionadas composições eletroacústicas para fita magnética solo, tendo-se como principal objetivo demonstrar a presença marcante deste gênero musical em todo o planeta. Também serão apresentadas obras de um dos pioneiros, no Brasil, da aplicação de recursos eletrônicos à composição musical, o compositor Jorge Antunes, em homenagem aos sessenta anos de seu nascimento. Paulo Motta PROGRAMA: 26 DE JUNHO All Blue, I write with a blue pencil, on a blue sky, para fita gerada por computador (fita original quadrifônica em versão estereofônica) (Celso Aguiar, Brasil, 1996, 14'04"); Contextures I (Hommage à Berio), para fita quadrafônica (versão estereofônica) (Flô Menezes, Brasil, 1988-89, 08'20"); Materialma, para fita magnética (Aquiles Pantaleão, Brasil, 1995, 12'38"); Sforzatto/Piano, para fita magnética (Vânia Dantas Leite, Brasil, 1994, 07'54"); 27 DE JUNHO Sonorus Urbis - Parte 7 - 2000: A feira, para fita magnética (primeira audição, Paulo Motta, Brasil, 2000/2001, 04'59"); Randomichaos - Parte 3 (01'44"), Parte 4 (00'17"), Parte 7 (01'22"), Parte 9 (02'30"), versão para fita magnética gerada por computador (Paulo Motta, Brasil, 2002, tempo total: 05'53"); Ouvido Armado - Seção 1: A Ceia Sinistra, para fita magnética (Paulo Motta, Brasil, 2000, 11'49"); Textórias, para fita magnética (Arthur Kampela, Brasil, 1994, 06'01"); Three Dreams: Paper Castles, Invisible Clouds, Electric Eyes, para fita gerada por computador (Fernando Lopez-Lescano, EUA, s.d., 11'23"); Vicissitudes, para fita gerada por computador (Jonathan Norton, EUA, 1994, 07'32"). 28 DE JUNHO Hothouse, para fita magnética (Paul Koonce, Estados Unidos, EUA, 1992, 08'17"); Sieben Stufen, para fita magnética (Hans Tutschku, Alemanha, 1994-95, 13'00"); Metamorfosis, para fita magnética (Daniel Antônio Miraglia, Argentina, s.d., 13'34"); Dripsody, para fita magnética (Hugh Le Caine, Canadá, 1955, 01'26"); Projection Esemplastic for White Noise, para fita magnética (Joji Yuasa, Japão, 1964, 07'36"); Sliver Aples of the Moon, para fita magnética, (Morton Subotnick, Estados Unidos, 1968, #04'20"). 29 DE JUNHO Three pieces to gordon brown's transparencies In motion - #3: Storm sea, para fita magnética (Max Brand, Ucrânia, 1963, 03'30"); Transicion, Pánico, para fita magnética (José Ricardo Cortés, México, s.d., 02'53"); Vibrations composées: #Rosace 3, para fita magnética (François Baile, França, 1973, 03'19"); Vozes dentro: cidade irreal, para fita magnética (Victor Lazzarini, Brasil, s.d., 05'47"); Study II, para fita magnética (Charis Xanthoudakis, Grécia, década de 1960, 04'40"); Vintermusik - #2: Norrsken (03'48"), #3: Snöstorm (02'40"), para fita magnética (Ralph Lundsten, Dinamarca, 1967-68, tempo total: 05'18"); Cinta Cita, para fita magnética (Jorge Antunes, Brasil, 1969, 04'55"). 30 DE JUNHO Homenagem a Jorge Antunes Auto-retrato sobre paisaje porteño, para fita magnética (Jorge Antunes, Brasil, 1970, 14'50"); Para nascer aqui, para fita magnética (Jorge Antunes, Brasil, 1971, 20'08"); Ballade Dure, para fita magnética (Jorge Antunes, Brasil, 1995, 20'30"); Hombres tristes y sin título rodeados de pájaros en noche amarilla y naranja, para fita magnética (Jorge Antunes, Brasil, 1998, 08'46"). 3ª MIMEJF - MOSTRA INTERNACIONAL DE MÚSICA ELETROACÚSTICA DE JUIZ DE FORA (novembro 2006) ...................................................COMPOSITORES LATINO-AMERICANOS.............................................. 12, 19 e 26 de novembro 2006 Museu de Arte Moderna Murilo Mendes - Universidade Federal de Juiz de Fora - Juiz de Fora - Minas Gerais - Brasil Curadoria, execução musical e difusão sonora: Paulo Motta Entrada Franca
CATEGORIAS: Composições para tape solo (suporte fixo) e para instrumentos tradicionais, instrumentos eletrônicos, sintetizador virtual controlado por computador, sintetizador modular, suporte fixo e projeção de imagens. Na terceira edição da MIMEJF, serão apresentadas obras para suporte fixo de compositores latino-americanos, com destaque para o maestro Jorge Antunes, precursor, no Brasil, da aplicação de recursos eletrônicos na composição musical. Serão também apresentadas obras de música eletroacústica mista (execução musical em tempo real e material pré-gravado) para suporte fixo, piano, piano amplificado, piano preparado, sintetizador virtual, computador, percussão amplificada, aparelhos eletrônicos e imagens. O repertório para suporte fixo evidencia a preocupação dos compositores com a espacialização sonora e com os timbres, caracterizando a continuidade da "reação ao peso dominante atribuído ao passado às ‘alturas’", o que indica que as "notas" se tornaram cada vez menos importantes ao longo do século passado, ao menos no que diz respeito à produção musical eletroacústica. Além da espacialização em dois canais independentes (stereo), várias composições – tanto as que integram o repertório de música eletroacústica mista quanto as que constituem repertório de obras para suporte fixo – serão apresentadas em versões quadrifônicas (quatro canais independentes). Mantendo o caráter didático das duas mostras anteriores, a apresentação das obras será precedida de uma descrição das principais características estéticas e composicionais de cada uma delas. Paulo Motta Jorge Antunes (Brasil) (obras para suporte fixo)
Daniel Antônio Miraglia
(Argentina) (obras para suporte fixo)
Juan María Solare (Argentina/Alemanha) (obras para suporte fixo)
Paulo Motta (Brasil) (suporte fixo e execução em tempo real)
Martin Herraiz (Brasil) (obras para suporte fixo)
Luiz Eduardo Castelões (Brasil) (acusmática - suporte fixo)
Fernando Iazzetta (Brasil) (composição para suporte fixo)
Paulo Motta (Brasil) (música cartográfica/eletroacústica - suporte fixo e execução em tempo real)
Obs.: A peça Sonorus Urbis será apresentada em versão quadrifônica. Primeira audição mundial.
Rajmil Fischman (Peru/Inglaterra) (composições para suporte fixo)
Ignacio de Campos (Brasil) (suporte fixo)
Mario Mary (Argentina/França) (suporte fixo)
Paulo Motta (Brasil)
(suporte fixo e execução em tempo real)
Obs.: A peça Vozes dos Poetas será apresentada em versão quadrifônica. #1, #2, #3, #4, #5, #6 e #7 em primeira audição mundial. Obs.: O programa estará sujeito a alterações sem aviso prévio.
3ª MIMEJF: COMPOSITORES PARTICIPANTES: BIOGRAFIAS, OBRAS & CONTATOS JORGE ANTUNES DADOS BIOGRÁFICOS: Jorge Antunes nasceu no Rio de Janeiro em 1942. Começou seus estudos musicais em 1958 e em 1960 ingressou na Escola Nacional de Música da Universidade do Brasil (atual UFRJ), na classe de violino do Prof. Carlos de Almeida. Em 1964 começou o curso de composição e regência na mesma escola, estudando com Henrique Morelembaum, José Siqueira e Eleazar de Carvalho. Simultaneamente ele seguiu o curso de composição de Guerra Peixe na Pró-Arte do Rio de Janeiro. Até 1964 Antunes abraçou a corrente nacionalista em suas obras instrumentais , influenciado por Villa Lobos. Mas já em 1962 começou a se interessar pela música eletrônica, ao mesmo tempo em que ingressava no curso de Física da Faculdade Nacional de Filosofia (FNFi). Depois de construir vários geradores, filtros, moduladores e outros equipamentos eletrônicos, Antunes fundou o Estúdio de Pesquisas Cromo-Musicais, destacando-se desde então como precursor da música eletrônica no Brasil. A partir de 1966 ele começa a se destacar como um dos nomes mais representativos da vanguarda musical brasileira e participa de vários festivais nacionais e internacionais. Em 1965 ele dá início a importantes pesquisas no domínio da correspondência entre os sons e as cores e compõe uma série de trabalhos a que dá o nome de CROMOPLASTOFONIAS, para orquestras, fitas magnéticas, luzes, usando também os sentidos do olfato, do paladar e do tato. Em 1967 ele foi convidado pelo Instituto Villa Lobos do Rio de Janeiro, para organizar o seu Centro de Pesquisas Musicais e foi nomeado Professor de Música Eletroacústica do mesmo Instituto, onde ministrou aulas de omposição e para onde transferiu seu laboratório. Entre 1965 e 1968 participou intensamente dos movimentos artísticos de anguarda do Rio de Janeiro, apresentando suas Cromoplastofonias e seus Ambientes em salões de artes plásticas e integrando o grupo precursor do chamado poema-processo. Em 1969 ele ganhou uma bolsa para estudos pós-graduados em composição no Instituto Torcuato Di Tella de Buenos Aires, como vencedor do concurso bienal que selecionava um compositor de cada país das Américas para realizar estudos no Centro Latinoamericano de Altos Estudios Musicales. Com a bolsa, Antunes trabalhou durante dois anos sob a orientação de Alberto Ginastera, Luis de Pablo, Eric Salzman, Umberto Eco, Francisco Kröpfl e Gerardo Gandini. Em 1969 e 1970 ele trabalhou no Laboratório de Música Eletrônica do Instituto Torcuato Di Tella de Buenos Aires. Em 1970 ele continuou suas pesquisas no Instituto de Sonologia da Universidade de Utrecht, com uma bolsa do governo holandês. Em Utrecht ele se especializou em Computer Music sob a orientação de Gottfried Michael König, Greta Vermeulen, Stan Tempelars e Fritz Weiland, trabalhando com o computador Electrologia X-8. Dentre suas obras importantes deste período destaca-se a Music for Eight Persons Playing Things. Em 1971/73 ele ganhou uma bolsa do governo francês para um curso de aperfeiçoamento no Groupe de Recherches Musicales de l'ORTF, onde atuou como compositor-estagiário sob a orientação de Pierre Schaeffer, Guy Reibel e François Bayle. No mesmo período iniciou o Doutorado em Estética Musical na Sorbonne, Universidade de Paris VIII, tendo Daniel Charles como orientador. Em junho de 1973 Antunes foi convidado pela Universidade de Brasília para dirigir o Curso de Composição Musical no Departamento de Música, onde ele é atualmente Professor Titular. Na Universidade ele reorganizou, com quipamentos profissionais, seu antigo estúdio de Música Eletrônica, e fundou o GeMUnB (Grupo de experimentação Musical), um conjunto de oito músicos especializado em música contemporânea e em live-electronics que fêz uma turnê de concertos na Europa em 1975. Em 1976/77 Antunes teve mais uma longa estadia em Paris com apoio da Universidade de Brasília e uma nova bolsa do governo francês para concluir sua tese de doutorado Son Nouveau, Nouvelle Notation. Entre 1978 e 1989 ele desenvolveu intensa atividade cultural e política em Brasília junto a movimentos populares e de intelectuais pela democratização do país. Durante este período ele escreveu várias obras engajadas politicamente, tipo de corrente estética a que aliás sempre esteve ligado, mas sempre com uma linguagem musical de vanguarda. Data desta época sua famosa Sinfonia das Diretas. Durante o mesmo período ele dirigiu vários projetos musicais na Universidade de Brasília (Núcleo de Pesquisas Sonológicas, Orquestra de Câmara da UnB, Festivais de Música contemporânea, etc.) e fêz várias viagens à Europa para participar de Festivais e dirigir concertos. Em 1992/93 foi contemplado com a Bolsa Vitae, uma bolsa de Pós-Doutorado do CNPq e uma licença da Universidade, para realizar pesquisas durante um ano na Europa e no Oriente Médio (Berlin, Baden-Baden, Freiburg, Amsterdam, Tel Aviv, Jerusalém e Paris). Durante este período ele concluiu sua nova ópera OLGA. De janeiro a julho de 1993 ele foi compositor-em-residência nos Ateliers UPIC, dirigidos por Iannis Xenakis, onde trabalhou no domínio da informática musical e da correspondência som & imagem, realizando as fitas de sons eletrônicos a serem utilizadas simultaneamente à parte sinfônica de sua nova ópera. Em 1993 sua obra diosynchronie foi distinguida com o Prêmio de Recomendação da Tribuna Internacional de Compositores da UNESCO. Em 1994 Antunes foi eleito membro titular da Academia Brasileira de Música, teve participação especial no Festival de Música Eletroacústica de Bourges, na França, e recebeu o Prêmio de Música Criativa do Festival de Londrina, na Paraná. Neste mesmo ano organizou e coordenou o I Encontro de Música Eletroacústica, em Brasília, em que foi fundada a Sociedade Brasileira de Música Eletroacústica. Antunes foi eleito presidente da S.B.M.E. tendo, em 1997, sido reeleito presidente por mais um período. Entre fevereiro e maio de 1995 realizou uma série de atividades na França, participando do Festival Présences 95, onde foi estreada sua nova obra Rimbaudiannisia MCMXCV, encomendada pela Radio France. No período realizou obras eletroacústicas, sob encomenda, nos Estúdios de Música Eletroacústica do Groupe de Recherches Musicales de Paris, dos Ateliers UPIC de Massy e do Groupe de Expérimentation Musicale de Bourges. A obra Rimbaudiannisia MCMXCV recebeu, em 1996, o Prêmio de Recomendação da Tribuna Internacional de Compositores da UNESCO e foi apresentada, em estréia brasileira, durante a XII Bienal de Música Brasileira Contemporânea, no Rio de Janeiro. Em 1997 ele ganhou uma bolsa da Fundação Rio-Arte para compor um Balé instrumental-eletrônico. Também em 1997 ele organizou e dirigiu o II Encontro de Música Eletroacústica, em Brasília, desta vez em caráter internacional. Na oportunidade foi realizada assembléia geral da Sociedade Brasileira de Música Eletroacústica quando Antunes foi reeleito seu presidente. Em fevereiro 1998 ele é convidado pela Universidade de Aveiro, Portugal, para ministrar master-classes durante as Jornadas de Música Eletroacústica. Em junho de 1998 foi convidado pelo Instituto Goethe e pelo grupo Músicos Contemporáneos de Córdoba, Argentina, para ministrar conferências e realizar concertos com suas obras. Também em 1998 ele recebeu o prêmio Estancias 1998 do Ministério da Cultura do governo espanhol. Com este prêmio Antunes ministrou master-classes no Laboratorio de Informática y Electrónica Musical (LIEM) de Madrid, onde ele trabalhou durante o período julho-agosto realizando novas obras eletroacústicas. Na II Bienal de Música Eletroacústica do Estado de São Paulo (II BIMESP), realizada em outubro de 1998 e que comemorou os 50 anos da música eletroacústica, Antunes recebeu homenagem especial como precursor deste tipo de música no Brasil. DESCRIÇÃO DAS OBRAS: Nas obras eletroacústicas precursoras de Jorge Antunes, destaca-se a seguinte característica: o compositor deixa transparecer influências da morfologia tradicional, com predominância das formas ternárias e idéias rítmicas. 1. Pequena peça para Mi bequadro e Harmônicos (1961) 3'46" (Música Concreta) - Esta foi a primeira experiência de Jorge Antunes no domínio da música eletroacústica. Foi composta entre outubro e novembro de 1961, em sua residência no Rio de Janeiro, quando Antunes contava com apenas 19 anos de idade e utilizou "equipamentos improvisados": um gravador Grundig, um gravador National e um gerador de ondas dente-de-serra, este último construído por ele mesmo. (...) Nesta mesma época, o compositor estava fascinado "com a possibilidade de oitavar os sons, ascendente e descendentemente, por meio da variação da velocidade do gravador Nesta peça, Antunes alterna e superpõe notas Mi do piano com notas Mi e pulsos periódicos do gerador. (...) Ainda sem qualquer conhecimento técnico de corte e emenda de fita magnética, todo material sonoro foi gravado na fita sem montagens, usando-se apenas os botões stop, rec e pause do gravador. Sons simultâneos foram realizados através de diferentes gravações nos dois canais e também do sistema multiplay, de gravações superpostas.
7. Canto do Pedreiro (1968) 4'11" 8. Cinta Cita (1969) 4'55"
DANIEL ANTÔNIO MIRAGLIA (Argentina) d_miraglia@hotmail.com DADOS BIOGRÁFICOS: Nascido em Buenos Aires, Argentina, Daniel Antônio Miraglia é compositor de música eletroacústica e instrumental, pianista, docente, teórico da música contemporânea em geral e eletroacústica em particular. Estudou piano, morfologia e música de câmara no Conservatório Provincial Juan José Castro, Buenos Aires, Argentina. Miraglia é licenciado em Composição com Meios Eletrônicos pela Universidade Nacional de Quilmes, Argentina. DESCRIÇÃO DAS OBRAS: 1. Monalisa Overdrive (1997) 5'24" - Esta obra foi realizada como trabalho prático para uma das disciplinas da Licenciatura em Composição com Meios Eletroacústicos da Universidade Nacional de Quilmes, Argentina. A fonte sonora primária é uma voz de mulher que recita, no idioma inglês, um poema de T. S. Eliot, Burnt Norton - o primeiro movimento do primeiro de seus Quatro Quartetos, conjunto de poemas que se referem, em seu título, aos últimos quartetos de Beethoven. A idéia foi a de aproveitar os ritmos fonéticos gerados no interior deste texto, ritmos que se devem tanto aos que naturalmente aparecem na estrutura da língua inglesa, como os que surgem como conseqüência do texto em si. Monalisa Overdrive foi executada em primeira audição no Open Work Festival, 2000, Bourges, França.
MARTIN HERRAIZ (Brasil) klangdesign@gmail.com DADOS BIOGRÁFICOS: Martin Herraiz nasceu em 1980 em Campinas, tendo sido criado na capital de São Paulo. Iniciou seus estudos musicais de forma autodidata, porém rigorosa; posteriormente estudou harmonia e arranjos com Silvia Góes e análise de música do século XX com Flo Menezes e Jean-Yves Bosseur. Foi finalista do I Concurso Nacional de Arranjos para Banda Sinfônica, realizado pelo Conservatório de Tatuí (2000) e do Concurso Internacional Stockhausen/AcidPlanet de composição eletrônica, com a obra Twins Are Born In Sagittarius (2003). Graduou-se em Desenho Industrial pela Unesp com o trabalho Klangdesign (2003), abordando a aplicação do design na música eletroacústica e na produção das obras de sua autoria que integram o CD MUSICA SERIA? (incluindo as 12 Matrizes para Percussão Virtual aqui representadas), e teve na banca avaliadora, entre outros, o compositor José Augusto Mannis. Entre 2003 e 2005 co-dirigiu a companhia de música experimental MEFISTO, sediada em São Paulo. Atualmente segue seus estudos musicais no Instituto de Artes da Unesp e continua desenvolvendo trabalho como compositor e pesquisador, além de se apresentar com o duo de improvisação livre Duodenarium. Mais informações: http://www.tramavirtual.com/artista/martin_herraiz DESCRIÇÃO DAS OBRAS: As peças Matriz nº 3, em 10/8, Matriz nº 5, em 2/4, Matriz nº 7, em 11/8 e Matriz nº 9, em 3/4 integram as 12 Matrizes para Percussão Virtual, conjunto de pequenas construções rítmicas, concebidas em setembro de 2003. Sete delas foram produzidas entre setembro e novembro do mesmo ano. A obra surgiu da intenção de criar uma composição que fosse completamente estruturada por princípios seriais, porém que dispensasse as alturas definidas enquanto função estrutural; a idéia geral, assim, consiste em usar os elementos numéricos da série não como durações determinadas ou fatores de um mesmo valor rítmico, mas como organizações rítmicas propriamente ditas, isto é, conjuntos de durações distribuídos de forma variável. Foram definidas, então, 12 camadas de subdivisões rítmicas, ou 12 "instrumentistas" (entre aspas, já que todas as partes são programadas por computador), e cada uma das 12 peças apresenta uma fórmula de compasso específica, determinada pelo elemento da série (4/4, 6/4, 10/8 etc.). As 12 subdivisões são relativas a esses compassos, variando portanto de peça para peça. A partir da definição da série, construiu-se, por meio de uma permutação sistemática entre os números, uma matriz, e aplicando o mesmo processo de permutação entre as séries formadas nas linhas horizontais, formaram-se outras 11 matrizes; esta "malha matricial" representa precisamente a estrutura da obra, com suas 12 peças independentes. A organicidade das estruturas resulta de um mecanismo de filtragem aplicado à malha rítmica, baseado na na distribuição sistemática de silêncios (pausas), que faz com que os agrupamentos, que vão se entrepondo e entrelaçando no decorrer de cada seção, sejam mais ou menos densos. Os efeitos desta filtragem são cruciais, transformando o que seria uma massa repetitiva de pulsações em um fluxo orgânico de ritmos e texturas contrastantes. Um dos aspectos mais interessantes desta obra está no fato das estruturas sonoras resultarem da constante interação entre a precisão e o rigor do sistema matemático, por um lado, e a arbitrariedade com que certas decisões são tomadas ao longo do processo, por outro; o sistema matricial descrito, em seu movimento caleidoscópico, tende a ocasionar, já embutidos nas estruturas, uma série de acasos, e cabe ao compositor, como designer de sua obra, tirar proveito das inúmeras coincidências que emergem durante esse processo em favor da expressão musical.
JUAN MARÍA SOLARE (Argentina/Alemanha) solare@surfeu.de DADOS BIOGRÁFICOS: Nació el 11 de agosto de 1966 en Buenos Aires, donde estudió piano con Alicia Belleville en forma privada, y con María Teresa Criscuolo y Perla Brúgola en el Conservatorio Nacional; se graduó en 1989. Cursó Dirección Orquestal con Mario Benzecry y estudió Composición con Fermina Casanova, Valdo Sciammarella y Juan Carlos Zorzi en dicho establecimiento, donde obtuvo el título de Profesor Nacional Superior de Composición en 1993. Estudió técnicas actuales de análisis y composición en forma privada con Francisco Kröpfl. Mais informações: http://www.ciweb.com.ar/Solare/ DESCRIÇÃO DAS OBRAS: 1. Point of no return
(1998-2003) 5'04" - "Point of no Return"
ballet para cinta sola (estéreo). Diseñada en Worpswede (24-28/ENE/2002),
detalles 14 MAR/2002 y realizada en Colonia, en el estudio del compositor,
29/SEP-5/OCT 2002. Versión cuadrafónica: Colonia 18-19/OCT/2005 (Estudio
de la Escuela Superior de Música de Colonia). [5'00"]. Estreno: 13/ABR/2003
en la Akademie für Tonkunst, Darmstadt (Alemania), en el marco del concierto
"Begegnung mit Lateinamerika - Elektroakustische Musik" ("Encuentro
con Latinoamérica - música electroacústica"), dentro de las 57ª Jornadas
del Institut für neue Musik und Musikerziehung (Instituto de Nueva Música
y Educación Musical). Difusión octofónica: el compositor. Primera emisión
radial: Radio Fabrik (Salzburgo, FM 170.5), programa "Lyrik und Musik
aus Lateinamerika", conducido por el Dr. Luis Alfredo Duarte Herrera
el domingo 13/JUN/2004. También irradiada por la WDR en JUN 2005 durante
un programa de música electroacústica latinoamericana preparado por
Torsten Eßer. Estreno argentino: durante un concierto del grupo "Imaginario
Sur" del IUNA (Instituto Universitario Nacional de las Artes) el 18/AGO/2004
en La Manufactura Papelera, San Telmo, Buenos Aires. Primer premio en
el 2º "Concurso Promociones Electroacústicas" organizado por la Federación
Argentina de Música Electroacústica (Regional Buenos Aires) conjuntamente
con el Conservatorio Nacional y el Instituto Tecnológico ORT, en SEP
2005. Obra ejecutada en el Conservatorio Nacional de Buenos Aires el
7/OCT/2005 y en Santa Fe (Arg.) en NOV/2005 (en el marco de la Vigésima
Reunión de Música Electroacústica). Ejecutada el 12/DIC/2005 en la Hochschule
für Musik Köln (Colonia), en el ciclo Aula Konzerte (cuadrafónica). 2. Voi ch'intrate (1998-2003) 4'04" - "Voi ch'intrate", para sonidos electrónicos (estéreo), exclusivamente en base al sonido de la puerta de un baño de la Staatsbibliothek de Berlín, para "The Door Project" de John Ffitch. Planeada en Mollina (10/JUL/2001) y realizada en Worpswede, en el estudio del compositor, del 28/JUL-2/ AGO/2001. [4'00"]. A Pablo Amster. Estrenada el 22/SEP/2001 en la Sala Caturla del teatro Amadeo Roldán, La Habana, Cuba; durante la ICMC 2001 (International Computer Music Conference). Primera emisión radial: Radio Fabrik (Salzburgo, FM 170.5), programa "Lyrik und Musik aus Lateinamerika", conducido por el Dr. Luis Alfredo Duarte Herrera el domingo 13/JUN/2004.
RAJMIL FISCHMAN (Peru/Inglaterra) music@mus.keele.ac.uk DADOS BIOGRÁFICOS: Rajmil Fischman nació en Lima, Perú, el 15 de abril de 1956. Atendió estudios musicales en el Conservatorio Nacional de Lima, en la Academia Rubin de la Universidad de Tel Aviv, Israel y en la Universidad de York, Gran Bretaña, donde obtuvo un doctorado en 1991. Estudió composición con Abel Ehrlich (Academia Rubin) y con John Paynter y Richard Orton (York). También obtuvo un BSc en Ingeniería Eléctrica en el Instituto Israelí de Tecnología (Technion), en 1980. Durante su estadía en York, se unió al Composers’ Desktop Project (CDP), siendo director de este proyecto desde 1988. En el mismo año, fue nombrado catedrático en la Universidad de Keele, donde estableció el programa de maestría en Tecnología Digital Musical (Digital Music Technology) y el laboratorio de Música Computadorizada. Fue director artístico y director de orquesta principal de la Sociedad Filarmónica de Keele (1990-1995) y director de música en la universidad (1998-2000). Actualmente es ‘Reader’ y director del programa de Tecnología Musical en la Universidad de Keele. Se dedica principalmente a la composición de música instrumental y electroacústica, a la investigación de la teoría de música electroacústica y también al desarrollo de software musical. Sus composiciones han sido interpretadas y transmitidas internacionalmente. Ver também: http://es.wikipedia.org/wiki/Rajmil_Fischman http://www.keele.ac.uk/depts/mu/staff/rajmil.htm DESCRIÇÃO DAS OBRAS: 1. Erwin's Playground (2001) 9'12" - O título deste trabalho é uma alusão a Erwin Schöedinger - um dos pioneiros da mecânica quântica - e seu campo de atuação; ou, mais especificamente, as partículas subatômicas. A matéria musical e sua estrutura relacionam-se com as soluções e implicações de uma equação concebida por Schöedinger.
PAULO MOTTA (Brasil) pmotta@artnet.com.br DADOS BIOGRÁFICOS: http://www.artnet.com.br/pmotta/pmotta.htm DESCRIÇÃO DAS OBRAS: 1. Conexões/Randomichaos (1986-1999) (duração indeterminada) (versão quadrifônica para um número indeterminado de intérpretes - conforme partitura original -, piano preparado, aparelhos eletrônicos, suporte fixo e projeção de imagens) A peça Conexões foi composta originalmente para as manifestações do Movimento Pró-Memória, um grupo de artistas e intlectuais que se uniram para protestar contra a demolição indiscriminada do patrimônio arquitetônico da cidade de Juiz de Fora, Minas Gerais, Brasil. O conceito da obra se constrói a partir da perspectiva de "conexão" entre o passado, o presente e o (possível) futuro (no caso, o passado, o presente e o futuro da memória arquitetônica de uma localidade específica, a cidade de Juiz de Fora). A partir dessa perspectiva inicial, os intérpretes são convidados a estabelecer interrelações sonoras a partir da execução de seus instrumentos musicais. Com estrutura composicional aberta, não há, na partitura, determinação da duração, o que faz com que os intérpretes sejam incitados a organizarem suas performances no momento mesmo da execução musical propriamente dita. No caso da peça ser executada apenas por um intérprete, além desse aspecto interno à partitura há a possibilidade de se registrar previmente em suporte fixo uma eventual execução da partitura (utilizando-se instrumentos acústicoo e/ou sons eletrônico/eletroacústicos); e, no momento da apresentação cênica solicitar ao intérprete - "respostas" músico-gestuais ao material pré-gravado. Para esta versão, a parte previamente registrada em suporte fixo constitui a obra Randomichaos: #2 MesoComplement, com a qual o autor-intérprete é solicitado a estabelecer liames sonoro-musicais a partir da leitura da partitura original de Conexões. Na projeção de imagens procurar-se-á suscitar no autor-intérpretenos e nos ouvintes a possibilidade de se estabelecer relações visuais ("conexões") entre o passado, o presente e o (possível) futuro da música, com a utilização de imagens relacionadas à história da música e assim como também de imagens de construções arquitetônicas (incluindo-se aqui fotografias do famoso Pavilhão da Philips, projetado para a Exposição de Bruxelas em 1958 por Le Corbusier - tendo-se como assistente o compositor e arquiteto Iannis Xenakis) no qual a peça de Edgar Varèse Le Poème Électronique). A execução de Conexões/Randomichaos com as complexas características descritas anteriormente, tem por objetivo ampliar o conceito original da peça Conexões em particular, convidando tanto o autor-intérprete quanto os ouvintes a estabelecerem novos níveis de execução-audição a partir da frequentação de uma performance cênica que inclui um número relativamente numeroso de constituintes sonoro-visuais.
MARIO MARY (Argentina/França) mariomary@yahoo.com DADOS BIOGRÁFICOS: Mario MARY nace en Buenos Aires en 1961. Obtiene los diplomas de Profesor y de Lincenciado en Composición en la Universidad Nacional de La Plata (Argentina), donde además estudia dirección orquestal. Paralelemente estudia música electroacústica Desde 1992 reside en París, donde realiza estudios en el Conservatorio de Música de París, IRCAM y GRM. Trabajó como compositor-investigador en el IRCAM, su trabajo "AudioSculpt - Cross-Synthesis Handbook" (manual de síntesis cruzada) se publica en 1995; y "Des traitements en AudioSculpt contrôlés par Open Music" (interfaces gráficas de control) aparece en 2003. En 2001 obtiene el grado de Doctor en "Estética, Ciencia y Tecnología de las Artes" en la Universidad Paris VIII (Francia). Actualmente, dirige el "Ciclo de Conciertos de Música por Computadoras" y enseña "Síntesis y tratamiento de sonido" y "Acústica musical" en la Universidad Paris VIII. Mais informações: http://julienas.ipt.univ-paris8.fr/mmary/index.html DESCRIÇÃO DAS OBRAS: 1. Haulie (2002) 9'12 - para suporte fixo. Haulie é uma peça eletroacústica criada na VIII Jornadas de Música Electroacústica de Vitoria-Gasteiz (Espanha). Foi selecionada para o ICMC 2002 (Suécia) e incluída no CD da mesma organização. Haulie recebeu o primeiro prêmio do Concurso Internacional de Música para Computador Pierre Schaeffer (2003, Italie). Parte integrante da peça Signes Émergents (2003, peça eletroacústica, 8 pistes). Haulie foi patrocinada pelo INA-GRM (França) e criada na sala sala Olivier Messiaen da Radio daFrance em abril de 2003; Recebeu o Primeiro Prêmio do Concurso Internacional de Música Eletroacústica de Bourges, também no ano de 2003; e o Prêmio do Público do Concurso Internacional de Música Eletroacústica de São Paulo (2003, Brasil). Nas palavras do prórpio compositor: "Es una música con articulaciones implacables que organizan el discurso musical e imprimen un caracter tenaz a la obra. Orquestar los sonidos y las acciones fue un recurso empleado para reforzar cada intención musical. A diferencia de la orquestación en la música instrumental, la orquestación electroacústica permite trabajar de manera minucioisa la ubicación espacial de cada elemento integrante del sonido. Los diferentes planos y movimientos panorámicos internos son aspectos escenciales para enriquecer la vida interna del sonido; de tal manera que, el trabajo sobre el material sonoro, espacio acústico y discurso musical están siempre estrechamente relacionados entre sí."
FERNANDO IAZZETTA (Brasil) DADOS BIOGRÁFICOS: Fernando Iazzetta é professor na área de Música e Tecnologia do Departamento de Música da Escola de Artes da USP e coordenador do Laboratório de Acústica Musical e Informática (LAMI) juntamente com o Prof. Marcos Lacerda. É pesquisador do CNPq (1D) e coordenador da Pós-Graduação na Área de Musicologia na ECA/USP. Tem desenvolvido ampla atividade artística como compositor e músico eletroacústico. Suas composições http://www.eca.usp.br/prof/iazzetta/musica.html para diferentes formações camerísticas e meios eletrônicos foram apresentadas em diversos teatros efestivais de música no Brasil (Festivais Música Nova, Bienais de Música Brasileira Contemporânea, Encontro de Compositores Latino-Americanos, Encontro Internacional de Música Eletroacústica, FILE - Festival Internacional de Arte Eletrônica, Mostra Sesc de Artes, Dança Brasil, Mostra de Artes do Fórum Cultural Mundial, entre outros), e exterior (Festival International de Musiques et Créations Electroacoustiques, Bourges; Festival Acousmatique International, Bruxelas; Festival des zeitgenössischen brasilianischen Tanzes, entre outros), além de gravadas em CD. Nos últimos anos tem desenvolvido tecnologias e programas para performance em tempo real e realizado trilhas para espetáculos multimídia e vídeos. Desde 1996 trabalha com a coreógrafa Ivani Santana na produção de espetáculos que unem dança, imagem e música mediados por dispositivos tecnológicos. DESCRIÇÃO DA OBRA: 1. Corda e cabaça (1999) 7'24''. Corda e cabaça é uma obra para fita em 6 canais composta em 1999 no LAMI (Laboratório de Acústica Musical e Informática) do Departamento de Música da USP. O material básico da peça são sons provenientes de um berimbau. Em sua forma tradicional de execução, o berimbau produz basicamente apenas duas alturas (um intervalo de segunda maior), mas com grande riqueza e diversidade rítmica e timbrística. Além disso, os componentes espectrais do berimbau são organizados de um modo bastante característico, permitindo a realização de interessantes tipos de manipulação sonora. A forma da peça é bastante simples. Logo ao início podem ser ouvidos pequenos fragmentos motívicos que são progressivamente manipulados de modo a gerar harmonias e nuances espectrais. Num crescendo gradual essas manipulações levam a uma textura harmônica e ritmica bastante densa que retorna aos sons originais do berimbau nos últimos segundos da peça. A construção em 6 canais auxiliada por técnicas de síntese granular são usadas para criar um espaço sonoro em contínua transformação. Corda e Cabaça foi estreada no Festival Musica Nova de São Paulo em agosto de 1999.
IGNACIO DE CAMPOS (Brasil) DADOS BIOGRÁFICOS: Ignacio
de Campos é compositor, contrabaixista e gambista, doutorando
em composição eletroacústica sob a orientação
de Denise Garcia pela Unicamp. Fez cursos de composição
com Stockhausen na Alemanha, Philippe Manoury, Kaija Sahariaho e Salvatore
Sciarrino na França dentro do curso de Informática Musical
do IRCAM - Paris. No Brasil fez cursos com José Augusto Mannis
e Rodolfo Caesar entre outros. Especializado em composição
de música eletroacústica já teve suas obras apresentadas
em diversos países. Em 2001 ganha o 1o prêmio do Concurso
Funarte de Composição Contemporânea na categoria
música eletroacústica além do prêmio do público
por sua obra TEXTVM. Já realizou trabalhos com live-electronics
junto ao Itaú Cultural, Instituto Tomie Ohtake e IRCAM. Além
do live-electronics e da música eletroacústica dedica-se
à interação da eletrônica com instrumentos
e projetos que envolvam interatividade e instalação sonora.
É professor de acústica musical e composição
eletroacústica na Faculdade Santa Marcelina em São Paulo. DESCRIÇÃO DA OBRA: 1. Textum
(2000) 13'01''. A idéia da obra é ser uma composição
de vários fios trançados formando uma grande textura que
se apresenta, aos poucos, como suporte e sobre o qual um jogo dialético
irá acontecer. A obra desenvolve a relação de oposição
e contraste entre sons harmônicos, originados e derivados de um
som grave de piano, e sons ruidosos ou inarmônicos de origens
diversas. Pontuando diversos momentos da peça estão elementos
gestuais que ganham vida própria e contam sua própria
história enquanto funcionam como ponte entre partes e sonoridades
distintas.
LUIZ EDUARDO CASTELÕES (Brasil) DADOS BIOGRÁFICOS: Luiz
Eduardo Castelões nasceu em 30 de março de 1977 na cidade
do Rio de Janeiro. Fez mestrado em composição musical
pela UNIRIO e recebeu prêmios por trabalhos como compositor e
como editor de som para animação. Entre suas mais recentes
apresentações, estão: em 2004, a radiodifusão
do repertório de seu recital de mestrado pela Rádio MEC
98,9 FM (RJ), e a exibição de seu clipe eletroacústico
"Caleidoscópio Thelonious Monk" no Festival do Cinema
Livre no CCBB/RJ; e em 2005, a participação no Festival
Internacional de Música Contemporánea do Chile e nos Festivais
Synthèse e Futura 2005, na França. DESCRIÇÃO DA OBRA: 1. Estudos de Plágio
1 ("Estudos de plágio No. I: no limbo da Polimúsicas")
(acusmática, 2003) 04'53". Fazer uma música exclusivamente
de pedaços de outras músicas, mas de tal forma que os
trechos das músicas não sejam reconhecidos - esta é
a proposta desta obra. Alguém vai lembrar de Berio, ou dos DJs,
mas aqui não há referência explícita, já
que não há reconhecimento auditivo possível das
obras sampleadas (de tão pequenos que são os samples).
___________________________________________________________________________________ Obs.: 1) As obras de FERNANDO IAZZETTA (Brasil) IGNACIO DE CAMPOS (Brasil) LUIZ EDUARDO CASTELÕES (Brasil) têm a sua origem na Biblioteca Musical Digital do Laboratório de Música e Tecnologia da Escola de Música da UFRJ - Sussurro (http://sussurro.musica.ufrj.br/); 2) As obras de JORGE ANTUNES foram enviadas por correspondência postal ao organizador do evento como material de pesquisa e como cortesia para divulgação; 3) As obras dos demais compositores (exceção para as obras de Paulo Motta) foram enviadas por correspondência postal ao organizador do evento a partir da chamada para composições eletroacústicas, disponibilizada nesta página. __________________________________________________
Caro Paulo! Qué grata sorpresa, muchas gracias por incluir dos obras mías en la 3a MIMEJF. Un par de detalles sobre el programa: * Point of no return (1998-2003) 5'04" --- la fecha de composición es 2002 * Voi ch'intrate (1998-2003) 4'04" --- la fecha de composición es 2001. Ambas obras son de primera audición en Brasil. Dale tambien mis felicitaciones a Jorge Antunes. Muchas gracias! Juan M Solare
Estimado Paulo, Gracias por informarme que mi obra "Haulie" ha sido programada en la 3ª MIMEJF el 26 de noviembre 2006. Les deseo un gran éxilto con el Festival, cordialmente, Mario MARY
Ola' Paulo, Parabens pelo evento! Infelizmente nao moro
muito perto.... Em todos os casos, obrigado pela menção
ao Sussurro, que aguarda a sua contribuição! Abraços,
Rodolfo
Prezado Paulo Motta.
Prezado Paulo, tenho seguido sempre, na medida do possível,
tuas atividades de difusão da música eletroacústica,
que tem muita importância tanto local quanto de difusão
em geral, propagando o que fazemos por aqui, em meio à toda relutância
cultural.
Caro amigo Paulo: Cheguei de São
Paulo ontem, dia 23. Aliás, estou ainda acordando, como quem
desperta tendo tido um sonho maravilhoso: foi estreada minha ópera
Olga. Foram cinco récitas, sempre com o Theatro Municipal cheio.
O elenco foi de altíssima qualidade e a direção
também. Foi grande o sucesso. Na última récita,
no dia 22, domingo, fila enorme se dobrava nas calçadas do Theatro
e teve gente barrada, apesar da negociação de cambistas
na entrada. Cheguei sete dias antes da primeira récita, quando
presenciei momentos de forte tensão emocional. Alguns momentos
dos ensaios se interrompiam, porque um ou outro solista e membros do
coro tinham acessos de choro. Conforme a obra se montava, juntando orquestra,
coro e solos, a equipe enorme, com mais de 200 artistas, se comovia.
A música, o libreto e a história de Olga colocaram o TM
em comoção.
A minha felicidade aumenta, com essa
sua homenagem a mim na 3ª MOSTRA INTERNACIONAL DE MÚSICA
ELETROACÚSTICA DE JUIZ DE FORA. Muito obrigado.
Abraço forte, Jorge Antunes
Prezado Paulo Motta,
__________________________________________________ DEPOIMENTO PESSOAL DO ORGANIZADOR A MOSTRA INTERNACIONAL DE MÚSICA ELETROACÚSTICA DE JUIZ DE FORA é uma iniciativa pessoal do músico e compositor Paulo Motta, organizada periodicamtente na cidade de Juiz de Fora. Minas Gerais, Brasil. O principal objetivo do evento é a divulgação do repértorio histórico e contemporâneo de composições que empregam recursos eletrônicos em suas realizações ou, mais especificamente, composições que integram o repertório de música eletroacústica, gênero musical que se firmou em sua autonomia a partir de meados do século XX. Nas palavras do compositor brasileiro Flo Menezes, "o interesse dos compositores diante das novas tecnologias e das possibilidades quase infinitas da elaboração sonora em estúdio fez (...) que a música eletroacústica se firmasse não somente como gênero autônomo, mas também como principal área de atividade e de pesquisa da música contemporânea." As obras que eventualmente integram os concertos são enviadas por compositores que atendem a "chamada para o envio de composições eletroacústicas" (constante nesta página), assim como também são selecionadas do arquivo pessoal do organizador; e, ainda, aquelas que são coletadas em bibliotecas sonoras de instituições brasileiras e internacionais promotoras do repertório musical eletroacústico. Esses compositores e instituições integram informalmente o G.A.S - Grupo de Artes Sônicas -, denominação esta que caracteriza, também informalmente, os colaboradores (os compositores e as instituições propriamente ditos) da página do G.A.S. __________________________________________________ A organização, divulgação e realização deste evento não seriam possíveis sem a disponibilização on-line de arquivos de áudio, artigos, dissertações, teses e outros ítens, mantidos por inúmeras instituições de pesquisa, assim como também pelos compositores em suas páginas pessoais e o envio de material por parte dos mesmos. Agradecimentos especiais à Beto Campos e sobretudo à Rejane Helt Bagno pela inestimável colaboração na divulgação da Mostra, sobretudo entre os alunos da Universidade Federal de Juiz de Fora. __________________________________________________ Museu
de Arte Moderna Murilo Mendes Programação e Eventos: www.mam.ufjf.br/programacao.htm __________________________________________________ |
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