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  • BIOGRAFIAS DE COMPOSITORES BRASILEIROS E ESTRANGEIROS

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    Nesta seção você encontrará tanto biografias de compositores nacionais quanto internacionais. Caso não encontre aqui o compositor brasileiro que procura, vá até a seção Biografias de Compositores Brasileiros, criada com o intuito de complementar a seção em que você se encontra agora. Recomenda-se também uma visita ao sítio da Biblioteca Musical Digital do Laboratório de Música e Tecnologia (LaMuT) da Escola de Música da UFRJ (http://sussurro.musica.ufrj.br/~sussurro/), no qual estão disponibilizadas várias biografias de diversos compositores (além de arquivos .mp3 em resolução de 320 kps)
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    [Pelo sobrenome do compositor]

    A

     

    AGUIAR, CELSO: Nasceu em Palo Alto, Califórnia, no coracão do Silicon Valley e cresceu no Brasil na cidade de Salvador, Bahia. Iniciou seus estudos em Música e Composicão com o compositor suiço-brasileiro Ernst Widmer. Desde então tornou-se particularmente interessado na Música Eletroacústica, desenvolvendo em seguida um sintetizador digital controlado por computador em iniciativa pioneira no Brasil. Celso Aguiar tem escrito música para instrumentos tradicionais bem como meios eletroacústicos. A fusão de sons naturais e as mais pugentes transformacoes é uma característica marcante em sua obra eletroacústica, onde transformacão espectral torna-se uma metáfora para transformacão da consciência. Ele encontra-se atualmente trabalhando com o compositor inglês Jonathan Harvey no CCRMA-Stanford University, onde compõe e desenvolve pesquisas em modelamento espectral e espacializacao sonora com modelos físicos. Suas composicões tem recebido vários premios e acolhida internacional e o compositor é frequentemente convidado para eventos envolvendo música e computadores ao redor do mundo. Mais detalhes sobre o trabalho e as pesquisas de Celso Aguiar em http://cm.stanford.edu/~aguiar/.

    ALMEIDA, ANSELMO GUERRA DE: Formou-se em Piano em 1977, pelo Conservatório Municipal de Santos, São Paulo. Estudou também no Instituto de artes da UNESP, onde formou-se em composição e regência em 1986, tendo estudado harmonia e contraponto com Michel Phillipot, música contemporânea com John Boudler e música eletroacústica com Igor Lintz Maues. Em 1992 concluiu o Mestrado em Ciências da Computação na Universidade de Brasília, sob a orientação de Aluizio Arcela, com a dissertação Sistema de Composição Musical Algorítmica em Síntese FM.
    No Laboratório de Processamento Espectral da UnB, foi pesquisador durante o ano de 1992. Atualmente cursa o Doutorado na PUC de São Paulo, sob a orientação de Arthur Nestrovski. Nesta mesma Universidade é pesquisador no LLS - Laboratório de Linguagens Sonoras, onde realiza atualmente trabalhos em música eletroacústica. A partir do ano letivo de 1998, assume o cargo de professor adjunto nas cadeiras de Composição e Tecnologia Musical do Departamento de Música da Universidade Federal de Goiás, em Goiânia. (Extraído do programa do II Encontro de Música Eletroacústica, realizado em Brasília, DF, Brasil, entre os dias 10 e 15 de maio de 1997, p. 20).
     
    JORGE ANTUNES: Jorge Antunes nasceu no Rio de Janeiro onde realizou sua formação musical tradicional na Escola de Música da Universidade do Brasil (atual UFRJ). Em 1962 começou a se interessar pela música mletrônica, ao mesmo tempo em que ingressava no curso de Física da Faculdade Nacional de Filosofia (FNFi). Depois de construir vários equipamentos eletrônicos, Antunes fundou o Estúdio de Pesquisas Cromo-Musicais, compondo suas promeiras obras de música eletrônica. Em 1965 ele deu início a pesquisas no domínio da correspondência entre os sons e as cores e compõe uma série de trabalhos a que o nome de CROMOPLASTOFONIAS, para orquestras, fitas magnéticas, luzes, usando também os sentidos do olfato, do paladar e do tato. Em 1969 ganhou uma bolsa de pós-graduação em composição no Instituto Torcuato Di Tella de Buenos Aires. Em 1970 ele continuou suas pesquisas no Instituto de Sonologia da Universidade de Utrecht, com uma bolsa do governo holandês. Em 1971-73 ganhou uma bolsa do governo francês para um curso de aperfeiçoamento no Groupe de Recherches Musicales de l'ORTOF, onde atuou como compositor estagiário sob a orientação de Pierre Schaeffer, Gui Reibel e François Bayle. No mesmo período iniciou o doutorado em Estética Musical na Sorbone, Universidade de Paris VIII, concluído em 1977, tendo Daniel Charles como orientador. Desde 1973 Antunes é professor da Universidade de Brasília onde é Professor Titular desde 1988. Integra, atualmente, a SBME - Sociedade Brasileira de Música Eletroacústica. Recentemente foi premiado pela RioArte com uma bolsa-encomenda, para composição de uma vox-ballet instrumental e eletroacústico. Suas composições musicais foram premiadas em inúmeros concursos nacionais e internacionais, e estão freqüentemente presentes nas programações dos mais importantes festivais europeus de música contemporânea. Jorge Antunes, talento permanentemente inovador e polêmico, é considerado pela crítica internacional como o líder da vanguarda musical brasileira. (Extraído do programa do II Encontro de Música Eletroacústica, realizado em Brasília, DF, Brasil, entre os dias 10 e 15 de maio de 1997, p. 32).

     

    ALUIZIO ARCELA: Nasceu em Joã Pessoa em 1948. Graduou-se na PUC em 1974, em Engenharia Elétrica. Sua formação musical tradicional foi feita com pofessores paarticulares, destacando-se entre esses os nomes de Hans-Joachim Koelreutter e Esther Scliar. Também naa PUC concluiu o Mestrado em Engenharia Elétrica e o Doutorado em Ciências da Computação. Nos anos 70 estudou música eletroacústica no Instituto Villa Lobos do Rio de Janeiro com Rodolfo Caesar. Em 1974 foi premiado no I Festival Brasileiro de Curta-Metragem, com um filme de 16 mm intitulado Ballet de Lissajous. Com filmagem direta na tela de um osciloscópio, realizou um contraponto de sons concreto-eletrônicos e de imagens cinéticas produzidas pelas composições ortogonais descobertas por Jules Lissajou em 1873. A realização desse filme e de sua trilha sonora marcam o início de uma paixão pela pesquisa em torno das aplicações da composição de movimentos vibratórios simples. Sua pemanete pesquisa, ainda atual, tem dado lugar a uma vasta produção de artigos científicos, obras musicais e espetáculos multimédia. Arcela é professor da Universidade de Brasília, tendo sido um dos idealizadores e fundadores do Departamento de Ciências da Computação onde dirige o Laboratório de Processamento Espectral. (Extraído do programa do II Encontro de Música Eletroacústica, realizado em Brasília, DF, Brasil, entre os dias 10 e 15 de maio de 1997, p. 18).

    B

    FRANÇOIS BAYLE: François Bayle, compositor francês, Tamatave, Madagascar, em 1932. Sua formação que em parte é autodidata, vem dos ensinamentos de Messiaen, Pousseur e Stockhausen com os quais ele seguiu cursos de composição. Trabalhou sobretudo nos estágios preparatórios à técnicas eletroacústicas dirigidas por Pierre Schaeffer. Ele é há muitos anos um dos principais animadores do Groupe de Recherche de l' O. R. T. F. (atual GRM). Apesar da música eletroacústica ser hoje o seu meio de expressão, ele compôs também para os meios tradicionais, instrumentos e voz. Alguns exemplos: l' Accent du secret, ciclo de peças para contralto e sete instrumentos, sobre poemas de Marcel Lecomte, obra na qual ele atinge talvez uma forma surrealista de música. Foi ele o idealizador e o construtor do Acusmonium, o primeiro sistema eletroacústico que se constitui sob a forma de uma Orquestra de Alto-falantes. Nos últimos anos vem teorizando sobre a música eletroacústica que ele prefere chamar "Arte dos Sons Projetadoss ou Música Acúsmática". Esta nova nomenclatura, Música Acusmática, carregada de expressivo posicionamento estético, vem ganhando muitos adeptos. Em 1993, as Editions Buchet/ Chastel de Paris publicou seu livro intitulado Musique Acousmatique, em que o autor desenvolve sua teoria. (Extraído do programa do II Encontro de Música Eletroacústica, realizado em Brasília, DF, Brasil, entre os dias 10 e 15 de maio de 1997, p. 27-8).

    LUCIANO BERIO (1925-2003)

    Pierre Boulez, tendo-se
    ao fundo uma caricatura
    de Stravinsky.

    PIERRE BOULE:Nascido a 26 de março de 1925 em Montbrison (Loire). De início interessado pela matemática, voltou-se para a música em 1942. Em Paris seguiu o curso de Oliver Messiaen e André Vaurabourg-Honegger e iniciou-se no dodecafonismo com René Leibowitz. Descobriu então Debussy e Webern como seus mestres no plano do pensamento, assim como Stravinski no plano rítmico. [...] A generalização do princípio serial em todos os parâmetros (serialismo integral) só aconteceu com a Polyphonie X para 18 instrumentos (1950-1951) e sobretudo com o primeiro livro de Structures para dois pianos (1951-1952). Este primeiro período criador foi marcado por uma obra que deveria dar a Boulez a celebridade "acima do bem e do mal": Les Marteau sans Maitre para contralto e pequeno conjunto, sobre texto de René Char (1953-1955). Com a Terceira sonata para piano, Boulez abordou o domínio da obra aberta, e com Peésiepour puvoir (1958), partitura renegada a seguir, os da fusão de sons instrumentais e eletroacústicos e da espacialização dos som. [...] Em 1974, Boulez tomou a direção do Instituto de Pesquisa e de Coordenação Acústico-Musical (IRCAM) no Centro George Pompidou. [...] A ele se devem inúmeros escritos, vários dos quais foram reunidos em volumes (Penser la musique aujourd'hui, 1964; Relevés d'ápprentis, 1966; Par Volonté, 1975; La Musique en projet, 1975; Points de repère, 1981) (Extraído de TRANCHEFORT, 1991, p. 121).

    C
    RODOLFO CAESAR: Nasceu no Rio de Janeiro em 1950, onde iniciou seus estudos musicais no Instituto Villa-Lobos/UNIRIO. Prosseguiu seus estudos no GRM/Conservatoire de Paris e mais recentemente na University of West Anglia. Fez especialização em filosofia na UFRJ. É um dos fundadores do Estúdio da Glória (ativo desde 1981), onde teve a oportunidade de lecionar e commpor com auxílio de tecnologias eletroacústicas. Foi professor no Conservatório de Música e na Universidade Estácio de Sá, prodtor de programas de rádio sobre música contemporânea (FM Eldo-Pop e Rádio Roquete Pinto), coordenador e intérprete em diversos eventos, em várias cidades do Brasil. Suas obras têm recebido distinções internacionais , sendo apresentadas em concertos e eventos tais como o Cycle Acousmatique em Paris, a Internacional Conference of Computer Music em Glasgow, o Akustika Festival em Viena, o Filkingen Festival em Estocolmo e outros. Tendo completado doutoramento em composição eletroacústica na Inglaterra em 1992 com uma bolsa do CNPq, Caesar trabalha atualmente em seu estúdio pessoal no Rio de Janeiro, realizando obras encomentadas por instituições e artistas. Desenvolve projeto de composição custeado pela Bolsa Vitae de Artes. É vice-presidente da SBME - Sociedade Brasileira de Música Eletroacústica, e professor na Escola de Música da UFRJ, onde coordena o LaMuT - Laboratório de Música e Tecnologia (UFRJ). Recentemente produziu dois CDs da série de música brasileira no selo RioArte Digital e tornou-se o primeiro professor concursado em composição eletroacústica da Universidade Federal. (Extraído do programa do II Encontro de Música Eletroacústica, realizado em Brasília, DF, Brasil, entre os dias 10 e 15 de maio de 1997, p. 40).

     

    JOHN CAGE

    GUTO CAMINHOTONasceu em Londrina em 1967 e iniciou seus estudos musicais em 1983. Em 1986 continuou estudos com Henrique Pinto (violão) e Ricardo Rizek (composição) na FAAM de São Paulo. Em 1995 estudou Música Eletroacústica com Flo Menezes no Estúdio PANaroma UNESP, e atua no Núcleo de Música Eletroacústica da Universidade Estadual de Londrina, no NMC - Núcleo de Música Contemporânea e na DEL - Dissociação Estética Londrinense. Sua formação como músico inclui também um grande interesse pela música popular. Obras principais: Variações para Sequencer e Sintetizador, classificada no I Concurso Mostra de Música Criativa do Festival de Música de Londrina, em 1992, e Momento Angular, apresentada na XI Bienal de Música Contemporânea Brasileira, realizada em 1996, no Rio de Janeiro (conheça dois de seus Estudos para Piano). (Extraído do programa do II Encontro de Música Eletroacústica, realizado em Brasília, DF, Brasil, entre os dias 10 e 15 de maio de 1997, p. 29, e do encarte do CD Música Eletroacústica Brasileira, RD003MEB, RioArteDigital, Rio de Janeiro, 1995).

     

    REGINALDO CARVALHO: Nasceu em Guarabira, Estado da Paraiba, em 1932. Ainda criança começou a estudar violino e órgão, logo dirigindo bandas e orfeões em sua cidade. Aos 14 anos começou a compor. Sua primeira obra foi escrita para piano em 1946, e se intiltulava Ternura. Ainda hoje, vivendo no Piauí, continua terno, apesar das mil peripécias musicais, amorosas e administrativas que realizou nos seus bem vividos 62 anos. Em 1949 saiu de Guarabira direto para o Rio de Janeiro, onde passou a estudar composição com Villa Lobos, contraponto e fuga com Paulo Silva. Afirma ter sido o único aluno particular de Villa Lobos. Foi justamente Villa quem, em 1951, o aconselhou a ir a Paris, para saber "que coisa era essa tal de música concreta que os franceses apregoavam". Em Paris, com recomendação de Villa Lobos, passou a estudar com Paul Lee Flem. Com bolsa do governo francês realizou estágio de música concreta no antigo Centre Bourdan, com Pierre Schaeffer. De volta ao Rio em 1956 passou a realizar as primeiras obras de música concreta pioneiras no Brasil, com a sua tradicional tecnologia da precariedade: panelas, águas, bicicletas, barulhos diversos, tesoura, durex e gravadores caaseiros. Em 1967 foi nomeado diretor do Conservatório Nacional de Canto Orfeônico que Getúlio dera a Villa em 1942, conseguindo transformar a velha casa formadora de Professores de Canto em uma nova instituição: o Instituto Villa Lobos, que inouvou pedagógica e esteticamente com a contratação de uma geração nova de professores. Em 1972, após a intervenção militar no IVL, assumiu a Coordenação Geral do Centro de Pesquisas Culturais e Comunicação Social do Piauí. Em Teresina, até hoje, desenvolve trabalho múltiplo de educador amplo e escritor. Em recente encontro de compositores declarou que ministra 32 disciplinas que vão desde teoria e harmonia tradicional até música eletroacústica. (Extraído do programa do I Encontro de Música Eletroacústica, realizado em Brasília, DF, Brasil, entre os dias 10 e 14 de setembrode 1994, p. 19).

    D

    CLAUDE ACHILLE DEBUSSY

    CLAUDE ACHILLE DEBUSSY: Nascido em Saint-Germain-En-Laye em 22 de agosto de 1862; falecido em Paris em 25 de março de 1918. Sua obra Prélude à l'Aprè-Midi d'un Faune é considerada por muitos estudiosos como sendo a composição que marca o ponto de partida da música moderna (ver Griffiths, 1987, p. 7). Debussy estava meio século a frente de sua época, que raramente o compreendeu, até mesmo quando começou a apreciá-la. Não existe um só músico de nosso tempo - tendo à frente Pierre Boulez - que não tenha uma dívida para com ele ou não o admire (Extraído de TRANCHEFORT, 1991, p. 190-91).

     

     

    E

    HERBERT EIMERT: É o grande fundador da música eletrônica. Estudou entre 1919 e 1924 no Conservatório de Colônia (Alemanha) e, de 1924 a 1930, na Universidade local. Já em 1924, escreveu um manual de técnica dodecafônica (Atonale Musiklehre), e por tal feito deve ser visto como um dos primeiros dodecafonistas. Seu Quarteto de Cordas de 1924-1925 configura-se dentre as primeiras obras dodecafônicas alemãs. Entre 1928 e 1933, atua como compositor colaborador da Rádio de Colônia, NWDR, função que será por ele retomada em 1945. Em 1948, assume a direção dos programas musicais noturnos da rádio. Em 1949, em colaboração com Robert Beyer, realiza os primeiros experimentos em composição eletrônica, utilizando os aparelhos da rádio. Em 1951, funda oficialmente o primeiro Estúdio de Música Eletrônica do mundo, junto à NWDR de Colônia. Foi o grande responsável pelo desenvolvimento e pela promoção da Música Eletrônica na Alemanha e na Europa dos anos 50. [...] Através de Eimert, compositores como Stockhausen, Pousseur, Koenig, Ligeti, Kagel etc., puderam realizar suas primeiras obras eletrônicas. Ardoroso defensor do serialismo, Eimert permitiu que o pensamento serial se adentrasse no estúdio eletrônico a partir de 1953, com o ingresso de Stockhausen e Goeyvaerts no Estúdio de Colônia. Sob sua coordenação, 33 obras de 21 compositores foram realizadas até 1961 nessa instituição, quando então Eimert se aposenta de suas funções na rádio e o Estúdio da NWDR é praticamente desativado. A convite da Escola Superior de Música de Colônia - a maior da Alemanha -, Eimert funda aí, em 1965, um outro Estúdio de Música Eletrônica, dando continuidade ao estúdio da rádio. Dirigirá essa instituição até fins de 1971, vindo a falecer em 1972, quando então assume a direção do estúdio, como sucessor de Eimert, seu assistente Hans Ulrich Humpert.

    JOSÉ RICARDO CORTÉS ESPINOSA: José Ricardo Cortés Espinosa nasceu na Cidade do México em 1972. Inicia seus estudos em 1979, participando do Ciclo De Iniciação musical da Escola Nacional de Música (ENM) da Universidade Nacional Autônoma do México (UNAM), até 1991 ao finalizar o ciclo propedêutico em composição. De 1992 a 1995 participou como integrante do Coro de la ENM, com diversas apresentações em lugares como o Palácio de Belas Artes e a Sala Nezahuacoytl, ao lado de orquestras com a Filarmônica Nacional e a Sinfônica Nacional. A partir de 1994, inicia um trtabalho junto ao Centro Multimédia no estúdio de áudio como técnico de som e compositor de temas originais para spots de radio e televisão, sistemas interativos e sonorização/musicalização em apoio a projetos do CNA. Participou como assistente de som al lado de Dominique Marnas nas obras Roberto Zucco e Los Perdedores dirigidas por Catherine Marnas e Daniel Jiménez-Cacho, respectivamente. A partir 1996 inicia um trabalho de colaboração com as companhias de dança El árbor de pájaros e Com M de Mar (dirigidas por Alejandro Ruiz e Mirna de la Garza), compondo música original e edição sonora. Desde 1995 integra o Módulo de Digitalização e Processamento de Som que integra o curso Herramientas Multimedia para maestros e investigatdores do Canto Nacional de las Artes e para Alumnos de la Escuela Nacional de Pintura, Escultura e Grabado "La Esmeralda". Em junho de 1996 ministrou o Curso de Sound Edit Pro para la Espacialización de Hipermeios, pertenciente ao Programa de Postgrado Nuevas Tecnologias na Universidade Autônoma Metropolitana, Unicade Azcapozalco. Em 1995 iniciou uma série de colaborações com os videomakers Alfredo Salomón e Alejandro Valle.

    G

    DENISE GARCIA: Formou-se em composição e piano pela Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo tendo, entre 1979 e 1984, prosseguindo seus estudos na Alemanha, na Hochschule für Musik de Munique e na Nordwestdeutsche Musikakademie Detmond. Concluiu o Mestrado em Artes pelo Instituto de Artes da Universidade Estadual de Campinas e o Doutorado pelo programa de Pós-graduação em Comunicação e Semiótica da PUC de São Paulo. Teve duas obras executadas na Alemanha em seu período de estudante, inclusive no Concerto de Jovens Compositores do Festival de Darmstad em 1982. No Brasil dedicou-se, entre 1984 e 1991, a um trabalho interdisciplinar junto à dança e ao teatro, como docente no Departamento de Artes Corporais e pesquisadora junto ao Núcleo Interdisciplinar de Pesquisas Teatrais LUME, ambos da UNICAMPI. Seu catálogo de obras inclui trabalhos para orquestra, coro, solistas e, só a partir de 1989 começou a trabalhar com a linguagem eletroacústica, mas de maneira bem especial, aderindo à corrente estética da environmental music, desenvolvendo pesquisas em áudio-arte e produzindo instalações sonoras. Durante o ano de 1997 Denise ficou em Paris, onde estagiou no GRM (Groupe de Recherche Musicales), realizando pesquisas sob orientação de Daniel Teruggi, e que foram incluídas em sua tese de doutorado.

    DIDIER GUIGUE: Nascido em 1954 na França, formado em piano e fagote, é Doutor em Música e Musicologia do Século XX pela École des Hautes Études en Sciences Sociales e pelo IRCAM (Paris, França). Possui também mestrado em Música e Diploma de Estudos Avançados em Estética, Ciências e Tecnologia das Artes pela Sorbonne-Université de Paris VIII. É Professor Adjunto no Departamento de Música da Universidade Federal da Paraíba, atuando também como compositor e intérprete tanto na área da música brasileira popular como erudita. É pesquisador do CNPq, coordenando um trabalho de composição e análise da música do Século XX. Integra a Orquestra Sinfônica da Paraíba ( fagote e contrafagote), as formações camerísticas vinculadas à UFPB (Quinteto de Sopros, ConjuntoÂnima), assim como conjuntos de música contemporânea, jazz ou popular, usando piano e sintetizadores. Tem composto para teatro, dança, vídeo e para formações instrumentais. Coordenou o III Simpósio Brasileiro de Computação em Música (Recife, 1996). É membro da Societé Française d'Analyse Musicale, da Associação nacional de Pesquisa e Pós-Graduação em Música e da Sociedade Brasileira de Computação (Núcleo de Computação em Música). (Extraído do programa do II Encontro de Música Eletroacústica, realizado em Brasília, DF, Brasil, entre os dias 10 e 15 de maio de 1997, p. 24).

    ÁLVARO GUIMARÃES: Álvaro Guimarães, músico brasileiro, obteve sua formação musical tradicional em São Paulo e reside na Bélgica desde 1990. Até 1996 ele esteve em plena atividade, com o cargo de pesquisador no Grupo de Estudos em Arqueologia e História da Arte da Faculdade de Filosofia da Universidade de Gent. Desenvolve atividade de Pesquisador na Universidade de Gente, sob a orientação de Herman Sabbe, com o qual realiza atualmente o seu doutorado. Ele publicou vários artigos especializados em música brasileira e tem organizado vários concertos de música contemporânea brasileira na Europa. (Extraído do programa do II Encontro de Música Eletroacústica, realizado em Brasília, DF, Brasil, entre os dias 10 e 15 de maio de 1997, p. 18).

    I
    FERNANDO IAZZETA: Graduou-se em percussão pelo Instituto de Artes da UNESP e é Doutor em Comunicação e Semiótica pela PUC-SP com a tese Sons e Silício: Corpos e Máquinas Fazendo Música. Suas composições para diferentes formações camerísticas e meios eletrônicos foram apresentadas em teatros e festivais de música no Brasil, Estados Unidos e Europa. Como pesquisador tem se dedicado particularmente ao estudo e utilização de novas tecnologias musicais. recentemente fez estágio de um ano e meio como pesquisador associado no Center for New Music and Audio Technologies (CNMAT) da Universidade da California em Berkeley desenvolvendo pesquisa sobre sistemas musicais interativos. É autor do livro Música: Processo e Dinâmica (AnnaBlume, 1993) e vários outros artigos sobre música. Mais informações sobre Fernando Iazzeta e seu trabalho em http://www.pucsp.br/~cos-puc/users/iazzetta/. (Extraído do programa do II Encontro de Música Eletroacústica, realizado em Brasília, DF, Brasil, entre os dias 10 e 15 de maio de 1997, p. 26).
    .
    L

    VICTOR LAZZARINI: Nasceu em Londrina, Paraná, em 1969. Iniciou seus estudos musicais no conservatório local, onde cursou piano e disciplinas teóricas. Sua iniciação em composição se deu através dos Festivais de Música de Londrina, onde em 1985-86 estudou com Aylton Escobar e Claudio Santoro. Em 1987 iniciou seu curso de graduação em música pela UNICAMP, tendo estudado com Raul do VAlle, Damiano Cozzella, Livio Tragtenberg e Almeida Prado. Escreveu trilhas sonoras para curta-metragens, destacando-se Rapsódia para Cinema & Orquestra, de Adilson Ruiz. Em 1993, após sua graduacão iniciou seus estudos de doutorado na Universidade de Nottingham sob a orientação de Nicholas Sackman, desenvolvendo estudos voltados para a composição de música instrumental e eletroacústica. Prêmios: 1995 - menção honrosa pela obra orquestral Anima Mea, no I Concurso de Música Sinfônica do Festival de Música de Londrina; 1996 - prêmio Heyman research Scholarship peloprogresso na pesquisa realizada; Hallward Composition Prize, Inglaterra, pela sua obra Magnificat. Atualmente é bolsista recém-doutor na Universidade Estadual de Londrina-UEL, lecionando Acústica e Tecnologia Musical e integrante da DEL - Dissociação Estética Londrinense. (Extraído do programa do II Encontro de Música Eletroacústica, realizado em Brasília, DF, Brasil, entre os dias 10 e 15 de maio de 1997, p. 43).

    GYÖRGY LIGETI

    György Ligeti nasceu na Hungria em 1922. Estudou no Klausenbruger Conservatorium e na Escola Superior de Música Franz List em Budapeste. Em 1956 refugiou-se na Alemanha, onde trabalhou no estúdio de música eletrônica da WDR em Colônia. Desde 1976 vive em Viena. Nos anos 1960 desenvolveu com sua música uma nova técnica composicional, a micropolifonia. Data desse período obras como Réquiem, Lux Eterna, Continuum e Kammerkort. A saturação dessa técnica, de resultados quase opacos, leva-o à polifonia de base tradicional. a partir dos anos 1970 sua obra torna-se mais melodiosa e, sob influência da música africana e após o contato com a obra de Colon Nancarrow, cada vez mais rítmica. Não há aqui uma idéia de folclore, importa-lhe o pensamento musical propriamente dito: formações polirrítimicas extremamente complexas. O Concerto para Piano é uma das obras fundamentais desse período e uma das obras primas do século XX para essa formação. Sua visão de arte e de mundo pode ser resumida em uma frase dita em 1991: "Minha cultura e minha mlíngua são totalmente húngaras. Mas eu não sou nacionalista, e creio que a gente pertence à sociedade de pessoas honestas, independentemente de cultura, língua ou origem. A essa sociedade de pessoas que, num mundo inteiramente corrompido e criminalizado, desejam resolutamente buscar valores culturais e artísticos. E nesse caso pouco importa se sou húngaro, judeu, romeno, ou os três ao mesmo tempo."

    M

    FLO MENEZES

    Flo Menezes nasceu em 1962 em São Paulo, Brasil, e desde 1976 dedica-se à composição contemporânea. De 1980 a 1985, foi aluno de composição de Willy Corrêa de Oliveira na Universidade de São Paulo. Recebeu em 1986 bolsa do DAAD, Alemanha, para se especializar em Música Eletrônica em Colônia. Em 1987 publicou seu primeiro livro intitulado Apoteose de Schöenberg, em que expõe sua técnica de proliferação de intervalos (módulos cíclicos) . Em 1994 publicou livro sobre a obra de Luciano Berio, a partir de sua tese de doutorado sob a orientação de Henri Pousseur. Em 1991 atuou como compositor junto ao Centro di Sonologia Computazionale de Padua, Itália, dedicando-se à música computacional. Em 1993 sua obra Profils Ècartelés (1988) recebeu o Prêmio Internacional de Composição da TRIMALCA em Mar del Plata, Argentina. De volta a São Paulo desde fins de 1992, tornou-se professor de Composição Eletroacústica da Unesp (Universidade Estadual Paulista) e fundou em 1994 o Studio PANaroma de Música Eletroacústica da Unesp. Em 1995, sua obra Parcours de l’Entité (1994) recebeu o Prix Ars Electronica de Linz. Em 1996, Menezes recebeu o Primeiro Prêmio do Concorso Luigi Russolo na Itália e em 1997 foi selecionado pelo IRCAM de Paris para assistir um curso de música computacional. (Extraído do programa do II Encontro de Música Eletroacústica, realizado em Brasília, DF, Brasil, entre os dias 10 e 15 de maio de 1997, p. 27).

    OLIVER MESSIAEN: Nasceu em Avignon a 10 de dezembro de 1908 e faleceu em 1992. [...] Entrou aos onze anos no conservatório de Paris, onde seus principais mestres foram Maurice Emmanuel (que o fez conhecer a métrica grega) Paul Dukas (para a composição), bem como Marcel Dupré (para o órgão). Foi, aliás, uma peça para órgão publicada em 1928 - O Banquete Celeste - que o revelou: a ambígua riqueza da escritura (os "modos de transposição limitada"), uma sensualidade melódica e harmônica que se restringe ao suave, o assunto religioso (messiaen procalma, em primeiro lugar, sua fé católica) - tudo isso características de sua música e de uma estética facilmente perceptíveis na produção do por vir. [...] É na improvisação ao órgão que Messiaen realizará suas pesquisas de expressão, ritmo e harmonia, [sendo esse instrumento] o modelo da maior parte de suas compsições orquestrais.[...] A partir de 1942, messiaen torna-se professor de harmonia no Conservatório de Paris e, em 1947, é criada para ele uma classe de análise musical que em breve iria tornar-se uma classe de composição: seus alunos - entre eles Pierre Boulez - serão numerosos, e a influência de Messiaen sobre toda uma geração de música viria a suscitar muitas controvérsias. Suas obras, igualmente, viriam a provocar alguns "escândalos" memoráveis [...].

    EDUARDO RECK MIRANDA: Nasceu em Porto Alegre em 1963. Graduou-se em Processamento de Dados pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos, de São Leopoldo, em 1985. Entre 1986 e 1990 ele realizou vários cursos em países da America do Sul. Em 1991 defendeu tese de Mestrado na Universidade de York, Inglaterra, e em 1992 esteve na Alemanha realizando estágio no Centro de Artes e Tecnologia Multi-Media de Karlsruche. Em 1995 terminou e defendeu sua tese de doutorado, na área de Intelingência Artificial, na Universidade de Edinburgo, Escócia. Ele é um dos fundadores do NUCOM (Núcleo de Computação em Música) e foi o diretor do II Simpósio Brasileiro de Música Eletroacústica, em Canela, 1995. Seu livro Computer Sound Synthesis for the Electronic Musician será publicado pela Focal Press (Oxford, UK) ainda este ano. Suas obras têm sido apresentadas em várias partes do mundo, incluindo: Bienal de Música Brasileira Contemporânea (Rio de Janeiro, 1995), Panorama Internacional de Música Eletroacústica (Buenos Aires, 1995), Synthèse Festival (Bourges, 1994), 13 Welt-Computer-KongreB (Hamburg, 1995), Fourt Symposium of Electronic Art (Minneapolis, 1993) e Festival Elektronischer Fruhling (Viena, 1993). Suas composições Electroacoustic Samba II e Goma Arábica foram recentemente premiadas na França (Bourges, 1994 Music Competition) e Itália (Concorso Luigi Russolo 1995). Mais informações sobre seu trabalho podem ser encontradas em http://website.lineone.net/~edandalex/index.html(Extraído do programa do II Encontro de Música Eletroacústica, realizado em Brasília, DF, Brasil, entre os dias 10 e 15 de maio de 1997, p. 25).

     

     

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    NUÑEZ, ADOLFO: Nasceu em 1954, em Madrid, Espanha. Tem estudos completos em Composição, Violão e Engenharia Industrial. Dentre seus professores de composição destacamos Guerrero, Bernaola, Abril, Ferneyhough e de Pablo. Também estudou música computacional no CCRMA da universidade de Satanford com Leland Smith e John Chowing. Projetou e chefia o laboratório LIEM do C.D.M.C. (no Centro Reina Sofia, Madrid). Sus obras, no domínio da eletroacústica, sinfônica e música computacional para rádio, televisão e cinema, receberam vários prêmios (Polifonia, Gaudemus, Paul&Hanna, Música nova 95, Neun Akademie e Braunschweig 1996), tendo sido executadas internacionalmente. Dentre as suas gravações se destacam o LP na interpretação de Ana Veja-Toscano com sua obra para piano e o CD Anira, no qual se inclui a sua música computacional. Já recebeu encomendas do Circuito de Bellas Artes, da Orquestra Nacional da Espanha, do GMEB (Bourges), do Daniel Kientzy Sax Ensemble, etc. Nuñez dá palestras e escreve sobre ciência e tecnologia da música. É autor do livro Informática y Electrónica Musical (Ed. Paraninfo).
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    JOCY DE OLIVEIRA: Como compositora, desde 1968 Jocy de Oliveira vem desenvolvendo um trabalho pioneiro no Brasil em multimédia envolvendo instrumentos acústicos e eletrônicos, música-teatro, instalações, textos e vídeo. Ela fez a música, o roteiro e a direção de suas cinco óperas. Sua obra Liturgia do Espaço (1988) foi apresentada ao aar livre para um público de 15.000 pessoas no rio de Janeiro e a peça planetária Música no Espaço foi apresentada diversas vezes no Hayden Planetarium de Nova York. Sua carreira internacional e nacional tem lhe valido vários prêmios tais como Rockfeller Foundation, CAPS (New York Councill on the Arts), Fundação Vitae e RioArte. Suas peças têm sido aplaudidas em teatros como Has der Kulturen der Welt, Berlim. Seus vídeos têm recebido prêmios internacionais como o do Festival Musica Contaminata, Como, Itália. Gravou 19 discos no Brasil e no exxterior tanto como pianista como compositora. Como pianista gravou nos USA e no Brasil a obra pianística de Messiaen tendo sido solista sob a regência de Stravinsky e apresentando várias primeiras audições de compositores que dedicaaram obras a ela tais como Xenakis, Berio, John Cage e Santoro entre outros. (Extraído do programa do II Encontro de Música Eletroacústica, realizado em Brasília, DF, Brasil, entre os dias 10 e 15 de maio de 1997, p. 31).

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    EDUARDO PAIVA: Nasceu em 1959. Formou-se em composição musical pela UNICAMP e concluiu Mestrado em Artes pela mesma instituição. Desde 1980 exerce intensamente aatividades de compositor, crítico musical e produtor fonográfico. Atualmente é responsável pelo Centro de Produções do Instituto de Artes da UNICAMP. Em 1992 lançou seu primeiro disco como compositor, intitulado Latinidades, cujo conteúdo constitui na parte prática de sua dissertação de Messtrado. As composições de Eduardo Paiva, e em particular as incluídas no disco, todas realizadas com sons eletrônicos diretamente no computador, não se enquadram na linguagem histórica da cahmada música eletroacústica, tendo em vista sua identificação com a linguagem harm6onica e rítmica da mússica popular. O convite a ele feito a ele pela Coordenação do I Encontro de Música Eltroacústica (1994), para participar efetivamente do evento,, pretende justamente aabrir espaço para a discussão e as eventuais polêmicas sobre o próprio conceito de Música Eletroacústica, sobre a questão das novas utilizações da informática na criação musical e sobre as fronteiras entre as músicas "popular"e "erudita". O compositor também atua na área de música publicitária e trilhas sonoras para dança. (Extraído do programa do I Encontro de Música Eletroacústica, realizado em Brasília, DF, Brasil, entre os dias 10 e 14 de setembrode 1994, p. 11).

    S

    CONRADO SILVA:Conrado Silva nasceu em Montevidéu, Uruguai, em 1940, tendo fixado residência no Brasil a partir de 1969, quando foi contratado como professor do Departamento de Música da UnB. Em Montevidéu estudou com Héctor Tosar. Durante suas viagens ao exterior freqüentou vários cursos de férias e workshops sob a direção de Boulez, Stockhausen, Kagel, Ligeti, Riedl, Pousseur e John Cage. Tem formação científica, tendo se especializado em Acústica de Ambientes, assunto técnico sobre o qual tem um livro publicado. Especializado também em música eletroacústica e música digital, tem recebido encomendas e prêmios nessa áresa. Recentemente ganhou a Bolsa Vitae, de São Paulo, com a qual compôs a ópera eletroacústica Espaços Habitados. Participa como intérprete em numerosos espetáculos musicais e de Multi-Media desde 1965, tendo se apresentado em Porto Rico, Washington, Madri, Colônia, Munique, Montevidéu e várias cidades brasileiras. Com longa trajetória docente, foi um dos organizadores, durante quinze anos, dos Cursos Latino-Americanos de Música Contemporânea, em cinco diferentes países. Atualmente é Secretário Geral da Sociedade Brasileira de Música Eletroacústica. (Extraído do programa do II Encontro de Música Eletroacústica, realizado em Brasília, DF, Brasil, entre os dias 10 e 15 de maio de 1997, p. 22).

    PIERRE HENRY (9 dez. 1927, Paris) & PIERRE SCHAEFFER (Born: 14 August 1910, Nancy , France. Died: 19 Agossto, 1995, Les Milles, France)

    ARNOLD SCHOENBERG

    Nascido em Viena a 13 de setembro de 1874, morreu em Los Angeles a 13 de julho de 1951. Aquele que seria o fundador da "Escola de Viena"e marcaria muito singularmente com sua "pedagogia" toda a música do século XX foi um autodidata. [Após passar os anos de 1901 a 1903 em Berlim], volta a Viena[começando suas atividades pedagógicas, com Berg e Webern entre seus primeiros "discípulos". Após empreender longas e laboriosas pesquisas (1913-1923), Shoenberg conclui, entre 1923 e 1924 quatro obras importantes: as Cinco Peças para Piano op. 23 (1920-1923), a Serenata op.24 (1920-1923), a Suíte para Piano op.25 (1921-1923) e o Quinteto para Instrumentos de Sopro op.26 . Importantes elas o são efetivamente, já é que nestas obras que se opera a consstituição de uma técnica composicional nova, o método de composição com doze sons (serialismo). (Extraído de TRANCHEFORT, 1991, p. 719 e LEIBOWITZ, 1981, p. 96).

     

     

    KARLHEINZ STOCKHAUSEN

    Karlheinz Stockhausen nasceu a 22 de agosto de 1928 em Mödrath, perto de Colônia, Alemanha. De 1947 a 1951, estudou na Escola Superior de Música de Colônia (piano e pedagogia musical) e na Universidade desta mesma cidade (germânicas, filosofia, musicologia). Em 1952, realizou em Paris um curso de rítmica e estética musical com Oliver Messiaen. Nesse mesmo ano participou, também em Paris, das investigações com sons concretos realizadas por Pierre Schaeffer na Radio Française; em 1953 realiza, nos estúdios da Rádio de Colônia, a primeira síntese de espectros sonoros sinusoidais produzidos eletronicamente. É, desde maio deste mesmo ano, diretor do Estúdio de música eletrônica desta rádio e, desde 1963, seu diretor artístico. De 1953 a 1956, paralelamente com os trabalhos de composição e investigação no Estúdio, organizou um seminário sobre fonética e teoria da comunicação com o professor Werner Meyer-Eppler, na Universidade de Bonn. Desde 1958, vem empreendendo todos os anos numerosas viagens por vários países como conferencista ou diretor de orquestra (a partir de 1959, na companhia de grupos restritos de solistas selecionados de forma muito rigorosa). Em 1963, começou lecionando nos “Cursos Internacionais de Verão de Música Nova” em Darmstadt. Entre 1963 e 1968 fundou e foi diretor artístico dos cursos de “Música Nova” de Colônia. Em 1965, a Universidade da Pennsylvania convidou para exercer o cargo de professor de composição em Filadélfia. Em 1966, realizou em Tóquio dois trabalhos para a NHK, a rádio de Tóquio. Em 1966-67, foi professor convidado da Universidade da Califórnia, em Davies. É, desde 1964, diretor de um grupo que interpreta “Música Eletrônica Viva”. Em 1970 executou, na Exposição Universal de Osaka, durante 183 dias e à média de 5 horas e meia por dia, suas próprias obras, com a colaboração de vinte solistas de cinco países diferentes, no auditório do pavilhão alemão. Em 1971, foi professor de composição na Escola Superior de música de Colônia. Até 1973, compôs mais de cinqüenta obras, com as quais já foram editados mais de cinqüenta discos. Três volumes com seus escritos (Textos I, II e III) foram publicados por DuMont Schauberg, de Colônia. De 1954 a 1959 foi co-editor dos cadernos de música serial Die Reiche (Universal Edition/Theodore Press Company). A partir do outono de 1977, Stockhausen concentra todos os seus esforços na composição de um ciclo musical de teor dramático sobre os sete dias da semana, denominado Licht ("Luz"), no firme propósito de concluir esta heptalogia no prazo de 25 anos. A conclusão desse monumental ciclo da "Luz" está sendo aguardada com muita expectativa no mundo da música. (Extraído de ALBERT, Montserrat. A música contemporânea. Rio de Janeiro: Salvat, 1979, p. 8 e 9).

    IGOR STRAVINSKY

    Nascido em Oranienbaum (Rússia), a 17 de junho de 1882; morreu em Nova York, a 6 de abril de 1971. [...] Notado por Dizgliev, recebeu a encomenda do balé O Pássaro de Fogo. Em três anos, com Petruchka, e depois com o acontecimento que foi A Sagração da Primavera, Stravinski transformou totalmente sua linguagem harmônica e se impôs como um ods criadores mais radicais de um novo universo sonoro. [...] Gênio eclético e cosmopolita - por vezes comparado a Picasso pela sua facilidade para adotar os estilos mais diversos -, Stravinski refletiu em sua obra as principais pesquisas e os paradoxos das linguagens musicais do século XX, impondo-lhe sempre a sua inconfundível marca pessoal (Extraído de TRANCHEFORT, 1991, p. 824-25).

     

     

    W

    ANTON WEBERN

    Nascido em Viena, a 3 de dezembro de 1883; morreu em Mittersill (assassinado, por engano, por um soldado americano, nos Alpes, região de Salsburgo) a 15 de setembro de 1945. [...] Nos anos de pós-segunda guerra, o mais obscuro dos músicos - Schoenberg, Berg, Webern - que iniciaram a denominada segunda Escola de Viena, viu sua obra redescoberta por uma geração fascinada, que o considerava um modelo de utilização do método serial. Segundo Pierre Boulez, enquanto Schoenberg e Berg se prendem à decadência da grande corrente romêntica e a encerram, Webern, através de Debussy, reage violentamente contra qualquer retórica de herança, a fim de reabilitar o poder do som. Com efeito, Debussy é o único compositor que se pode aproximar de Webern: há em ambos a mesma tendência a destruir a organização formal preexistente à obra, a mesma utilização da beleza do som por ele mesmo, a mesma el[iptica pulverização da linguagem" (1954) (Extraído de TRANCHEFORT, 1991, p. 919-20).

     

     

    RICHARD WAGNER

    Nascido em Leipzig, a 22 de maio de 1813, morreu em Veneza a 13 de fevereiro de 1883. Um dos gigantes do teatro lírico do século XIX. Um idealista que se quer primeiro poeta, escrevendo ele mesmo seus libretos e pensando a ópera antes de tudo como um drama, texto e música fundido aao mesmo cadinho, assim como todos os elementos artísticos complementares. A "arte total" também é uma visão de mundo, e a de Wagner, musical, poética, filosófica e religiosa, se realizará no circo da Tetralogia e em Parsival. As primeiras obras Die Feen (1834, criação póstuma em 1888) e Das Liebesverbot (1836), ainda contêm referências explícitas às formas usadas na época, herdadas de Weber e de Marschner tanto quanto da ópera italiana ou da ópera-cômica francesa; igualmente Rieni (1842), "grande ópera trágica" que escapa por pouco aos clichês à maneira de Meyerbeer. Com O Navio Fantasma (1843) e Tannhäuser (1845), a ópera romântica cede aos poucos o lugar a uma concepção mais pessoal e mais unitária e quebra os imperativos da ópera "a árias" graças aos motivos condutores (leitmotive) cada vez mais numerosos. Uma passo à frente será marcado com Lohengrin (1850) e Tristan und Isolde (1865), enquanto os Mestres cantores de Nüremberg (1868) podem parecer uma volta ao passado. Em revanche, a Tetralogia, terminada em 1874, expressará a apoteose de uma das pesquisas mais originais da música, da Parsival (1882) será o epílogo. (Extraído de TRANCHEFORT, 1991, p. 906-7).

    V

    EDGAR VARÈSENascido em Paaris a 22 de dezembro de 1883; morto em Nova York a 6 de novembro de 1965. Edgar Varèse teve formação científica - que teria profundas influências em sua obra (a análise espectral do som). Para Varèse "a música (será) espacial"e os "sons (darão) a impressão de descrever trajetórias no espaço, de situar-se em um universo sonoro em relevo. Um verdadeiro "antecipador" das músicas atuais... Grandes páginas tais como Américas, Arcana, Desertos adquiriram celebridade suficiente para aparecerem com bastante freqüência em concertos. Outras - Hiperpirsma, Integrais, ou Ionização - não tiveram a mesma sorte: seu relativo desconhecimento não passa da medida das audácias de seu compositor, que ainda deixam muita gente alarmada (Extraído de TRANCHEFORT, 1991, p. 878).

    X

    IANNIS XENAKIS

    Nascido em Braila, na Romênia, a 29 de maio de 1992; falecido em 2001. De origem grega, tendo optado pela nacionalidade francesa, empreende estudos de engenharia na Escola Politécnica de Atenas, começando ao mesmo tempo uma formação musical. Obrigado a abandonar a Grécia por suas atividades como resistente, refugiou-se na França em 1947, para tornar-se assistente do arquiteto Le Corbusier e depois aluno de Oliver Messiaen no Conservatório de Pars. Messiaen o anima a seguir sua "ingenuidade": desde as primeiras obras, Xenakis vai explorar uma dupla cultura musical e matemática para reinvidicar a especulação abstrata, a busca de proporções cósmicas, "agitar nuvens e galáxias" (Roland de Candé). Tentará também "unificar" arquitetura e música. Metasis, estreada em 1955 em Donaueschingen, tornou-se célebre (a partitura está baseada em cálculos idênticos aos que serviram ao compositor na arquitetura), enquanto, no mesmo ano, denunciava num artigo a crise da música serial, que ele refuta e repudia. (Na época, os neo-serialistas representavam a vanguarda. Na época, os neo-serialistas representavam a vanguarda musical. Em 1957, Pierre Schaeffer, sem compartilhar suas idéias, recebe Xenakis no Grupo de musique concrète da RTF. O fim dos anos 50 verá o início de um certoreconhecimento da parte do público: Xenakis será convidado a ensinar em Tanglewood, nos Estados Unidos, depois em Berlim Ocidental. Suas Experiências de música orquestral "especializada" chamam a atenção (Terretêktorh é recebido com entusiamo, em 1966, no Festival de Royan), e o compositor atingirá a notoriedade que ele conserva desde então, numa inabalável fidelidade a si próprio. O emprego de modelos matemáticos e físicos - teoria dos conjuntos, teoria dos jogos -, a busca prograssiva de uma "música audiovisual" (os famosos Polytopes), um espírito de invenção permanente, os recursos de um lirismo muitas vezes telúrico fazem de Iannis Xenakis uma figura dominante - passavelmente messiânica, mas não provocadora ( o gratuito não é seu forte) - da música atual. (Extraído de TRANCHEFORT, 1991, p. 928 e http://www.ina.fr/grm/presentation/figures.en.html).

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