|
|
Colabore na otimização dessa seção enviando correções e sugestões de novos itens para pmotta@artnet.com.br [Pelo sobrenome do compositor]
![]()
ALUIZIO ARCELA: Nasceu em Joã Pessoa em 1948. Graduou-se na PUC em 1974, em Engenharia Elétrica. Sua formação musical tradicional foi feita com pofessores paarticulares, destacando-se entre esses os nomes de Hans-Joachim Koelreutter e Esther Scliar. Também naa PUC concluiu o Mestrado em Engenharia Elétrica e o Doutorado em Ciências da Computação. Nos anos 70 estudou música eletroacústica no Instituto Villa Lobos do Rio de Janeiro com Rodolfo Caesar. Em 1974 foi premiado no I Festival Brasileiro de Curta-Metragem, com um filme de 16 mm intitulado Ballet de Lissajous. Com filmagem direta na tela de um osciloscópio, realizou um contraponto de sons concreto-eletrônicos e de imagens cinéticas produzidas pelas composições ortogonais descobertas por Jules Lissajou em 1873. A realização desse filme e de sua trilha sonora marcam o início de uma paixão pela pesquisa em torno das aplicações da composição de movimentos vibratórios simples. Sua pemanete pesquisa, ainda atual, tem dado lugar a uma vasta produção de artigos científicos, obras musicais e espetáculos multimédia. Arcela é professor da Universidade de Brasília, tendo sido um dos idealizadores e fundadores do Departamento de Ciências da Computação onde dirige o Laboratório de Processamento Espectral. (Extraído do programa do II Encontro de Música Eletroacústica, realizado em Brasília, DF, Brasil, entre os dias 10 e 15 de maio de 1997, p. 18).
FRANÇOIS BAYLE: François Bayle, compositor francês, Tamatave, Madagascar, em 1932. Sua formação que em parte é autodidata, vem dos ensinamentos de Messiaen, Pousseur e Stockhausen com os quais ele seguiu cursos de composição. Trabalhou sobretudo nos estágios preparatórios à técnicas eletroacústicas dirigidas por Pierre Schaeffer. Ele é há muitos anos um dos principais animadores do Groupe de Recherche de l' O. R. T. F. (atual GRM). Apesar da música eletroacústica ser hoje o seu meio de expressão, ele compôs também para os meios tradicionais, instrumentos e voz. Alguns exemplos: l' Accent du secret, ciclo de peças para contralto e sete instrumentos, sobre poemas de Marcel Lecomte, obra na qual ele atinge talvez uma forma surrealista de música. Foi ele o idealizador e o construtor do Acusmonium, o primeiro sistema eletroacústico que se constitui sob a forma de uma Orquestra de Alto-falantes. Nos últimos anos vem teorizando sobre a música eletroacústica que ele prefere chamar "Arte dos Sons Projetadoss ou Música Acúsmática". Esta nova nomenclatura, Música Acusmática, carregada de expressivo posicionamento estético, vem ganhando muitos adeptos. Em 1993, as Editions Buchet/ Chastel de Paris publicou seu livro intitulado Musique Acousmatique, em que o autor desenvolve sua teoria. (Extraído do programa do II Encontro de Música Eletroacústica, realizado em Brasília, DF, Brasil, entre os dias 10 e 15 de maio de 1997, p. 27-8). ![]() PIERRE BOULE:Nascido a 26 de março de 1925 em Montbrison (Loire). De início interessado pela matemática, voltou-se para a música em 1942. Em Paris seguiu o curso de Oliver Messiaen e André Vaurabourg-Honegger e iniciou-se no dodecafonismo com René Leibowitz. Descobriu então Debussy e Webern como seus mestres no plano do pensamento, assim como Stravinski no plano rítmico. [...] A generalização do princípio serial em todos os parâmetros (serialismo integral) só aconteceu com a Polyphonie X para 18 instrumentos (1950-1951) e sobretudo com o primeiro livro de Structures para dois pianos (1951-1952). Este primeiro período criador foi marcado por uma obra que deveria dar a Boulez a celebridade "acima do bem e do mal": Les Marteau sans Maitre para contralto e pequeno conjunto, sobre texto de René Char (1953-1955). Com a Terceira sonata para piano, Boulez abordou o domínio da obra aberta, e com Peésiepour puvoir (1958), partitura renegada a seguir, os da fusão de sons instrumentais e eletroacústicos e da espacialização dos som. [...] Em 1974, Boulez tomou a direção do Instituto de Pesquisa e de Coordenação Acústico-Musical (IRCAM) no Centro George Pompidou. [...] A ele se devem inúmeros escritos, vários dos quais foram reunidos em volumes (Penser la musique aujourd'hui, 1964; Relevés d'ápprentis, 1966; Par Volonté, 1975; La Musique en projet, 1975; Points de repère, 1981) (Extraído de TRANCHEFORT, 1991, p. 121).
JOHN CAGE
REGINALDO CARVALHO: Nasceu em Guarabira, Estado da Paraiba, em 1932. Ainda criança começou a estudar violino e órgão, logo dirigindo bandas e orfeões em sua cidade. Aos 14 anos começou a compor. Sua primeira obra foi escrita para piano em 1946, e se intiltulava Ternura. Ainda hoje, vivendo no Piauí, continua terno, apesar das mil peripécias musicais, amorosas e administrativas que realizou nos seus bem vividos 62 anos. Em 1949 saiu de Guarabira direto para o Rio de Janeiro, onde passou a estudar composição com Villa Lobos, contraponto e fuga com Paulo Silva. Afirma ter sido o único aluno particular de Villa Lobos. Foi justamente Villa quem, em 1951, o aconselhou a ir a Paris, para saber "que coisa era essa tal de música concreta que os franceses apregoavam". Em Paris, com recomendação de Villa Lobos, passou a estudar com Paul Lee Flem. Com bolsa do governo francês realizou estágio de música concreta no antigo Centre Bourdan, com Pierre Schaeffer. De volta ao Rio , com a sua tradicional tecnologia da precariedade: panelas, águas, bicicletas, barulhos diversos, tesoura, durex e gravadores caaseiros. Em 1967 foi nomeado diretor do Conservatório Nacional de Canto Orfeônico que Getúlio dera a Villa em 1942, conseguindo transformar a velha casa formadora de Professores de Canto em uma nova instituição: o Instituto Villa Lobos, que inouvou pedagógica e esteticamente com a contratação de uma geração nova de professores. Em 1972, após a intervenção militar no IVL, assumiu a Coordenação Geral do Centro de Pesquisas Culturais e Comunicação Social do Piauí. Em Teresina, até hoje, desenvolve trabalho múltiplo de educador amplo e escritor. Em recente encontro de compositores declarou que ministra 32 disciplinas que vão desde teoria e harmonia tradicional até música eletroacústica. (Extraído do programa do I Encontro de Música Eletroacústica, realizado em Brasília, DF, Brasil, entre os dias 10 e 14 de setembrode 1994, p. 19).
HERBERT EIMERT: É o grande fundador da música eletrônica. Estudou entre 1919 e 1924 no Conservatório de Colônia (Alemanha) e, de 1924 a 1930, na Universidade local. Já em 1924, escreveu um manual de técnica dodecafônica (Atonale Musiklehre), e por tal feito deve ser visto como um dos primeiros dodecafonistas. Seu Quarteto de Cordas de 1924-1925 configura-se dentre as primeiras obras dodecafônicas alemãs. Entre 1928 e 1933, atua como compositor colaborador da Rádio de Colônia, NWDR, função que será por ele retomada em 1945. Em 1948, assume a direção dos programas musicais noturnos da rádio. Em 1949, em colaboração com Robert Beyer, realiza os primeiros experimentos em composição eletrônica, utilizando os aparelhos da rádio. Em 1951, funda oficialmente o primeiro Estúdio de Música Eletrônica do mundo, junto à NWDR de Colônia. Foi o grande responsável pelo desenvolvimento e pela promoção da Música Eletrônica na Alemanha e na Europa dos anos 50. [...] Através de Eimert, compositores como Stockhausen, Pousseur, Koenig, Ligeti, Kagel etc., puderam realizar suas primeiras obras eletrônicas. Ardoroso defensor do serialismo, Eimert permitiu que o pensamento serial se adentrasse no estúdio eletrônico a partir de 1953, com o ingresso de Stockhausen e Goeyvaerts no Estúdio de Colônia. Sob sua coordenação, 33 obras de 21 compositores foram realizadas até 1961 nessa instituição, quando então Eimert se aposenta de suas funções na rádio e o Estúdio da NWDR é praticamente desativado. A convite da Escola Superior de Música de Colônia - a maior da Alemanha -, Eimert funda aí, em 1965, um outro Estúdio de Música Eletrônica, dando continuidade ao estúdio da rádio. Dirigirá essa instituição até fins de 1971, vindo a falecer em 1972, quando então assume a direção do estúdio, como sucessor de Eimert, seu assistente Hans Ulrich Humpert. JOSÉ RICARDO CORTÉS ESPINOSA: José Ricardo Cortés Espinosa nasceu na Cidade do México em 1972. Inicia seus estudos em 1979, participando do Ciclo De Iniciação musical da Escola Nacional de Música (ENM) da Universidade Nacional Autônoma do México (UNAM), até 1991 ao finalizar o ciclo propedêutico em composição. De 1992 a 1995 participou como integrante do Coro de la ENM, com diversas apresentações em lugares como o Palácio de Belas Artes e a Sala Nezahuacoytl, ao lado de orquestras com a Filarmônica Nacional e a Sinfônica Nacional. A partir de 1994, inicia um trtabalho junto ao Centro Multimédia no estúdio de áudio como técnico de som e compositor de temas originais para spots de radio e televisão, sistemas interativos e sonorização/musicalização em apoio a projetos do CNA. Participou como assistente de som al lado de Dominique Marnas nas obras Roberto Zucco e Los Perdedores dirigidas por Catherine Marnas e Daniel Jiménez-Cacho, respectivamente. A partir 1996 inicia um trabalho de colaboração com as companhias de dança El árbor de pájaros e Com M de Mar (dirigidas por Alejandro Ruiz e Mirna de la Garza), compondo música original e edição sonora. Desde 1995 integra o Módulo de Digitalização e Processamento de Som que integra o curso Herramientas Multimedia para maestros e investigatdores do Canto Nacional de las Artes e para Alumnos de la Escuela Nacional de Pintura, Escultura e Grabado "La Esmeralda". Em junho de 1996 ministrou o Curso de Sound Edit Pro para la Espacialización de Hipermeios, pertenciente ao Programa de Postgrado Nuevas Tecnologias na Universidade Autônoma Metropolitana, Unicade Azcapozalco. Em 1995 iniciou uma série de colaborações com os videomakers Alfredo Salomón e Alejandro Valle.
DENISE GARCIA: Formou-se em composição e piano pela Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo tendo, entre 1979 e 1984, prosseguindo seus estudos na Alemanha, na Hochschule für Musik de Munique e na Nordwestdeutsche Musikakademie Detmond. Concluiu o Mestrado em Artes pelo Instituto de Artes da Universidade Estadual de Campinas e o Doutorado pelo programa de Pós-graduação em Comunicação e Semiótica da PUC de São Paulo. Teve duas obras executadas na Alemanha em seu período de estudante, inclusive no Concerto de Jovens Compositores do Festival de Darmstad em 1982. No Brasil dedicou-se, entre 1984 e 1991, a um trabalho interdisciplinar junto à dança e ao teatro, como docente no Departamento de Artes Corporais e pesquisadora junto ao Núcleo Interdisciplinar de Pesquisas Teatrais LUME, ambos da UNICAMPI. Seu catálogo de obras inclui trabalhos para orquestra, coro, solistas e, só a partir de 1989 começou a trabalhar com a linguagem eletroacústica, mas de maneira bem especial, aderindo à corrente estética da environmental music, desenvolvendo pesquisas em áudio-arte e produzindo instalações sonoras. Durante o ano de 1997 Denise ficou em Paris, onde estagiou no GRM (Groupe de Recherche Musicales), realizando pesquisas sob orientação de Daniel Teruggi, e que foram incluídas em sua tese de doutorado.
VICTOR LAZZARINI: Nasceu em Londrina, Paraná, em 1969. Iniciou seus estudos musicais no conservatório local, onde cursou piano e disciplinas teóricas. Sua iniciação em composição se deu através dos Festivais de Música de Londrina, onde em 1985-86 estudou com Aylton Escobar e Claudio Santoro. Em 1987 iniciou seu curso de graduação em música pela UNICAMP, tendo estudado com Raul do VAlle, Damiano Cozzella, Livio Tragtenberg e Almeida Prado. Escreveu trilhas sonoras para curta-metragens, destacando-se Rapsódia para Cinema & Orquestra, de Adilson Ruiz. Em 1993, após sua graduacão iniciou seus estudos de doutorado na Universidade de Nottingham sob a orientação de Nicholas Sackman, desenvolvendo estudos voltados para a composição de música instrumental e eletroacústica. Prêmios: 1995 - menção honrosa pela obra orquestral Anima Mea, no I Concurso de Música Sinfônica do Festival de Música de Londrina; 1996 - prêmio Heyman research Scholarship peloprogresso na pesquisa realizada; Hallward Composition Prize, Inglaterra, pela sua obra Magnificat. Atualmente é bolsista recém-doutor na Universidade Estadual de Londrina-UEL, lecionando Acústica e Tecnologia Musical e integrante da DEL - Dissociação Estética Londrinense. (Extraído do programa do II Encontro de Música Eletroacústica, realizado em Brasília, DF, Brasil, entre os dias 10 e 15 de maio de 1997, p. 43). György Ligeti nasceu na Hungria em 1922. Estudou no Klausenbruger Conservatorium e na Escola Superior de Música Franz List em Budapeste. Em 1956 refugiou-se na Alemanha, onde trabalhou no estúdio de música eletrônica da WDR em Colônia. Desde 1976 vive em Viena. Nos anos 1960 desenvolveu com sua música uma nova técnica composicional, a micropolifonia. Data desse período obras como Réquiem, Lux Eterna, Continuum e Kammerkort. A saturação dessa técnica, de resultados quase opacos, leva-o à polifonia de base tradicional. a partir dos anos 1970 sua obra torna-se mais melodiosa e, sob influência da música africana e após o contato com a obra de Colon Nancarrow, cada vez mais rítmica. Não há aqui uma idéia de folclore, importa-lhe o pensamento musical propriamente dito: formações polirrítimicas extremamente complexas. O Concerto para Piano é uma das obras fundamentais desse período e uma das obras primas do século XX para essa formação. Sua visão de arte e de mundo pode ser resumida em uma frase dita em 1991: "Minha cultura e minha mlíngua são totalmente húngaras. Mas eu não sou nacionalista, e creio que a gente pertence à sociedade de pessoas honestas, independentemente de cultura, língua ou origem. A essa sociedade de pessoas que, num mundo inteiramente corrompido e criminalizado, desejam resolutamente buscar valores culturais e artísticos. E nesse caso pouco importa se sou húngaro, judeu, romeno, ou os três ao mesmo tempo."
Flo Menezes nasceu em 1962 em São Paulo, Brasil, e desde 1976 dedica-se à composição contemporânea. De 1980 a 1985, foi aluno de composição de Willy Corrêa de Oliveira na Universidade de São Paulo. Recebeu em 1986 bolsa do DAAD, Alemanha, para se especializar em Música Eletrônica em Colônia. Em 1987 publicou seu primeiro livro intitulado Apoteose de Schöenberg, em que expõe sua técnica de proliferação de intervalos (módulos cíclicos) . Em 1994 publicou livro sobre a obra de Luciano Berio, a partir de sua tese de doutorado sob a orientação de Henri Pousseur. Em 1991 atuou como compositor junto ao Centro di Sonologia Computazionale de Padua, Itália, dedicando-se à música computacional. Em 1993 sua obra Profils Ècartelés (1988) recebeu o Prêmio Internacional de Composição da TRIMALCA em Mar del Plata, Argentina. De volta a São Paulo desde fins de 1992, tornou-se professor de Composição Eletroacústica da Unesp (Universidade Estadual Paulista) e fundou em 1994 o Studio PANaroma de Música Eletroacústica da Unesp. Em 1995, sua obra Parcours de l’Entité (1994) recebeu o Prix Ars Electronica de Linz. Em 1996, Menezes recebeu o Primeiro Prêmio do Concorso Luigi Russolo na Itália e em 1997 foi selecionado pelo IRCAM de Paris para assistir um curso de música computacional. (Extraído do programa do II Encontro de Música Eletroacústica, realizado em Brasília, DF, Brasil, entre os dias 10 e 15 de maio de 1997, p. 27).
JOCY DE OLIVEIRA: Como compositora, desde 1968 Jocy de Oliveira vem desenvolvendo um trabalho pioneiro no Brasil em multimédia envolvendo instrumentos acústicos e eletrônicos, música-teatro, instalações, textos e vídeo. Ela fez a música, o roteiro e a direção de suas cinco óperas. Sua obra Liturgia do Espaço (1988) foi apresentada ao aar livre para um público de 15.000 pessoas no rio de Janeiro e a peça planetária Música no Espaço foi apresentada diversas vezes no Hayden Planetarium de Nova York. Sua carreira internacional e nacional tem lhe valido vários prêmios tais como Rockfeller Foundation, CAPS (New York Councill on the Arts), Fundação Vitae e RioArte. Suas peças têm sido aplaudidas em teatros como Has der Kulturen der Welt, Berlim. Seus vídeos têm recebido prêmios internacionais como o do Festival Musica Contaminata, Como, Itália. Gravou 19 discos no Brasil e no exxterior tanto como pianista como compositora. Como pianista gravou nos USA e no Brasil a obra pianística de Messiaen tendo sido solista sob a regência de Stravinsky e apresentando várias primeiras audições de compositores que dedicaaram obras a ela tais como Xenakis, Berio, John Cage e Santoro entre outros. (Extraído do programa do II Encontro de Música Eletroacústica, realizado em Brasília, DF, Brasil, entre os dias 10 e 15 de maio de 1997, p. 31).
EDUARDO PAIVA: Nasceu em 1959. Formou-se em composição musical pela UNICAMP e concluiu Mestrado em Artes pela mesma instituição. Desde 1980 exerce intensamente aatividades de compositor, crítico musical e produtor fonográfico. Atualmente é responsável pelo Centro de Produções do Instituto de Artes da UNICAMP. Em 1992 lançou seu primeiro disco como compositor, intitulado Latinidades, cujo conteúdo constitui na parte prática de sua dissertação de Messtrado. As composições de Eduardo Paiva, e em particular as incluídas no disco, todas realizadas com sons eletrônicos diretamente no computador, não se enquadram na linguagem histórica da cahmada música eletroacústica, tendo em vista sua identificação com a linguagem harm6onica e rítmica da mússica popular. O convite a ele feito a ele pela Coordenação do I Encontro de Música Eltroacústica (1994), para participar efetivamente do evento,, pretende justamente aabrir espaço para a discussão e as eventuais polêmicas sobre o próprio conceito de Música Eletroacústica, sobre a questão das novas utilizações da informática na criação musical e sobre as fronteiras entre as músicas "popular"e "erudita". O compositor também atua na área de música publicitária e trilhas sonoras para dança. (Extraído do programa do I Encontro de Música Eletroacústica, realizado em Brasília, DF, Brasil, entre os dias 10 e 14 de setembrode 1994, p. 11).
CONRADO SILVA:Conrado Silva nasceu em Montevidéu, Uruguai, em 1940, tendo fixado residência no Brasil a partir de 1969, quando foi contratado como professor do Departamento de Música da UnB. Em Montevidéu estudou com Héctor Tosar. Durante suas viagens ao exterior freqüentou vários cursos de férias e workshops sob a direção de Boulez, Stockhausen, Kagel, Ligeti, Riedl, Pousseur e John Cage. Tem formação científica, tendo se especializado em Acústica de Ambientes, assunto técnico sobre o qual tem um livro publicado. Especializado também em música eletroacústica e música digital, tem recebido encomendas e prêmios nessa áresa. Recentemente ganhou a Bolsa Vitae, de São Paulo, com a qual compôs a ópera eletroacústica Espaços Habitados. Participa como intérprete em numerosos espetáculos musicais e de Multi-Media desde 1965, tendo se apresentado em Porto Rico, Washington, Madri, Colônia, Munique, Montevidéu e várias cidades brasileiras. Com longa trajetória docente, foi um dos organizadores, durante quinze anos, dos Cursos Latino-Americanos de Música Contemporânea, em cinco diferentes países. Atualmente é Secretário Geral da Sociedade Brasileira de Música Eletroacústica. (Extraído do programa do II Encontro de Música Eletroacústica, realizado em Brasília, DF, Brasil, entre os dias 10 e 15 de maio de 1997, p. 22). PIERRE HENRY (9 dez. 1927, Paris) & PIERRE SCHAEFFER (Born: 14 August 1910, Nancy , France. Died: 19 Agossto, 1995, Les Milles, France)
Nascido em Leipzig, a 22 de maio de 1813, morreu em Veneza a 13 de fevereiro de 1883. Um dos gigantes do teatro lírico do século XIX. Um idealista que se quer primeiro poeta, escrevendo ele mesmo seus libretos e pensando a ópera antes de tudo como um drama, texto e música fundido aao mesmo cadinho, assim como todos os elementos artísticos complementares. A "arte total" também é uma visão de mundo, e a de Wagner, musical, poética, filosófica e religiosa, se realizará no circo da Tetralogia e em Parsival. As primeiras obras Die Feen (1834, criação póstuma em 1888) e Das Liebesverbot (1836), ainda contêm referências explícitas às formas usadas na época, herdadas de Weber e de Marschner tanto quanto da ópera italiana ou da ópera-cômica francesa; igualmente Rieni (1842), "grande ópera trágica" que escapa por pouco aos clichês à maneira de Meyerbeer. Com O Navio Fantasma (1843) e Tannhäuser (1845), a ópera romântica cede aos poucos o lugar a uma concepção mais pessoal e mais unitária e quebra os imperativos da ópera "a árias" graças aos motivos condutores (leitmotive) cada vez mais numerosos. Uma passo à frente será marcado com Lohengrin (1850) e Tristan und Isolde (1865), enquanto os Mestres cantores de Nüremberg (1868) podem parecer uma volta ao passado. Em revanche, a Tetralogia, terminada em 1874, expressará a apoteose de uma das pesquisas mais originais da música, da Parsival (1882) será o epílogo. (Extraído de TRANCHEFORT, 1991, p. 906-7).
IANNIS XENAKIS Nascido em Braila, na Romênia, a 29 de maio de 1992; falecido em 2001. De origem grega, tendo optado pela nacionalidade francesa, empreende estudos de engenharia na Escola Politécnica de Atenas, começando ao mesmo tempo uma formação musical. Obrigado a abandonar a Grécia por suas atividades como resistente, refugiou-se na França em 1947, para tornar-se assistente do arquiteto Le Corbusier e depois aluno de Oliver Messiaen no Conservatório de Pars. Messiaen o anima a seguir sua "ingenuidade": desde as primeiras obras, Xenakis vai explorar uma dupla cultura musical e matemática para reinvidicar a especulação abstrata, a busca de proporções cósmicas, "agitar nuvens e galáxias" (Roland de Candé). Tentará também "unificar" arquitetura e música. Metasis, estreada em 1955 em Donaueschingen, tornou-se célebre (a partitura está baseada em cálculos idênticos aos que serviram ao compositor na arquitetura), enquanto, no mesmo ano, denunciava num artigo a crise da música serial, que ele refuta e repudia. (Na época, os neo-serialistas representavam a vanguarda. Na época, os neo-serialistas representavam a vanguarda musical. Em 1957, Pierre Schaeffer, sem compartilhar suas idéias, recebe Xenakis no Grupo de musique concrète da RTF. O fim dos anos 50 verá o início de um certoreconhecimento da parte do público: Xenakis será convidado a ensinar em Tanglewood, nos Estados Unidos, depois em Berlim Ocidental. Suas Experiências de música orquestral "especializada" chamam a atenção (Terretêktorh é recebido com entusiamo, em 1966, no Festival de Royan), e o compositor atingirá a notoriedade que ele conserva desde então, numa inabalável fidelidade a si próprio. O emprego de modelos matemáticos e físicos - teoria dos conjuntos, teoria dos jogos -, a busca prograssiva de uma "música audiovisual" (os famosos Polytopes), um espírito de invenção permanente, os recursos de um lirismo muitas vezes telúrico fazem de Iannis Xenakis uma figura dominante - passavelmente messiânica, mas não provocadora ( o gratuito não é seu forte) - da música atual. (Extraído de TRANCHEFORT, 1991, p. 928 e http://www.ina.fr/grm/presentation/figures.en.html). |