Gelfos
Origens:
Os gelfos ou duarnos foram a raça predominante no planeta Celenides. Uma guerra termonuclear global extinguiu totalmente a espécie em 14712 Tyllion. A descoberta e posterior conquista do planeta em 14970 Tyllion ocorreu sob a raça dos yenatauros, de origem invertebrada, considerados não conscientes.
A história da civilização duarna levou anos de estudo e decidiu-se por lhes recuperar o código genético e fazer posterior cultivação. Este período começou em 15074 Tyllion nos berçários de Dison. Optou-se por transferir parte do povo duarno de volta para Celenides em 16846 Tyllion que floresceu sob a supervisão disoniana. Outra parte foi manda para Elôh totalmente desprovida de qualquer tipo de tecnologia.
História em Elôh
Colocados em Akona em 16846, os gelfos não possuíam tecnologia alguma. Formaram aos poucos tribos nômades que costumavam guerrear entre si. Posteriormente a primeira nação com noção de comunidade formou-se em torno da cidade de Manfária na ilha de Phidea. As cidades foram crescendo e os gelfos se espalharam por toda a região de Akona, fosse nas ilhas, fosse em terra firme. Foram mais prósperos onde havia florestas. A grande floresta de Kellini abriga hoje a maior parte da população em Elôh.
Entre guerras e ascensão e quedas de reinos, o fato mais significativo foi a criação do guinetismo ocorrido em 14 Thranna e as guerras de conversão que se realizaram após a criação desta religião que acabou por suplantar a maioria das outras.
Não existe um calendário unificado. As datas seguem ciclos de estações do ano e crescimento das árvores mãe.
Os acontecimentos mais relevantes da história dos gelfos em Elôh foram a revolução religiosa causada pela ascensão do guinetismo na metade do quarto ciclo, religião que foi adotada por praticamente todos os gelfos em terras secas e o período de guerras entre gelfos costeiros e gelfos marítimos, que alcançou o auge no fim do sexto ciclo.
A passagem do sétimo ciclo em kellini foi marcada pela guerra dos dragões que mudou para sempre o destino dos gelfos que passaram a integrar a comunidade unificada de Jotunhein.
Classificação:
Reino: Animália
Filo: Chordata
Classe: Mammalia
Infra-Classe: Marsupialia
Ordem: Didelphidae
Família: Duarnos
Gênero: gélfolis
Os gelfos são duarnos, ou seja, uma espécie marsupial com focinho rosado e orelhas pontudas no alto da cabeça. São cobertos de um pelo fino e sua cor determina sua posição social na sociedade. Os marrons são aristocráticos e ganham a vida administrando a cidade paralelamente tocando seus comércios baseados na agricultura e uma indústria rudimentar de móveis manufaturados.
Não existe indústria de roupas ou tecidos. Tudo é feito pela família ou por alfaiates de cada cidade e a moda é praticamente igual, com coletes coloridos e bem trabalhados, fraques de cores variadas e calças largas de cores sóbrias. As mulheres usam vestimentas de cores mais claras. Saias e “decotes” para as bolsas.
Gelfos medem em média 1,50m e seus sentidos apurados, principalmente o olfato os proporciona a habilidade de cheirar os sentimentos uns dos outros. Por este motivo, é difícil mentir para um gelfo, pois eles sentem o odor característico da insinceridade.
Cores
Os amarelos são voltados para a agricultura de colheita nas grandes árvores. Ao contrário dos negros, os amarelos se limitam a colher frutos e não a plantá-los. Alguns amarelos lidam com comércio e caça.
Os negros são fazendeiros e grandes caçadores. Também possuem uma técnica de luta com lanças chamada loraína.
Já os marrons são propensos ao comércio e costumam estar no topo da pirâmide social. Entretanto o deslocamento dentro dessa pirâmide é notório haja vista que a população costuma viver em pequenas aldeias ou vilas com poucos indivíduos. Nas poucas cidades maiores, porém, a organização social não é mais rígida, continuando a obedecer à escada de cores, mas permitindo ascensão social. Gelfos marrons, entretanto, costumam estar na liderança administrativa das vilas com mais freqüência.
Sexo
Na área sexual, as fêmeas entram no cio uma vez a cada mês. São monogâmicos e não costumam desistir dos parceiros, mesmo quando rejeitados. Este fato leva alguns gelfos a procurarem o caminho religioso e da abstinência. Uma saída radical para o fato de não poderem esconder a atração um pelo outro, já que seu olfato apurado limita a hipocrisia.
Sobrenomes
Os gelfos não possuem sobrenomes. Depois de escolher sua profissão, ele recebe a nomenclatura referente à profissão. Normalmente a profissão do pai é a escolhida por tradição.
Vegetação da floresta de Kellini
Ferôneas
nagácias
Cimélia
Arvore de grandes proporções que dá frutas cítricas, mas de grande valor nutritivo. Costuma-se dizer que uma única fruta de cimélia pode gerar cinco refeições. Entretanto, ela pode ser levada na palma da mão. Muito usada para fazer farinha e massas.
Moranda, a grande fruta entrada nas copas das ferôneas, não é um fruto de ferônea e sim de monda, uma planta parasita que se instala no alto das árvores.
Contagem de tempo
Gelfos não têm um calendário unificado. Como não há noite, a contagem do tempo não assumiu uma importância tão relevante assim. Os gelfos preferem marcar o tempo pelo crescimento das plantas e animais. No interior das florestas de ferôneas gigantes, o ciclo de Guinda é o tempo de vida de uma ferônea mãe. Ou seja, cerca de 500 anos.
Algumas localidades na floresta de Kellini exibem o fenômeno da bruma negra. Resultado da explosão de esporos das nagácias, plantas parasitas que vivem nas copas das ferôneas.
A idade então não é contada e sim avaliada pelo cheiro. Com seus focinhos grandes e olfato poderoso, os gelfos podem determinar com certa precisão a idade de seus companheiros, mas não é tradição cultural traduzir isso em números.
Nota importante: O tempo oficial em Elôh não obedece à contagem de tempo do resto da Hegemonia. Assim, utiliza-se o ciclo de 365 dias em que o anel leva para completar o movimento de translação em torno do planeta para contagem de um ano. A contagem de tempo também leva em consideração termos como segundo, minuto, hora, dia, semana e mês.
Mas os gelfos não têm contato com outras culturas e ignoram qualquer uma das contagens de tempo conhecidas como oficiais.
População em Eloh: 749 mil habitantes espelhados pala região de Akona. Organizam-se em diversas tribos e não possuem um governo central. Fazem comercio periodicamente em feiras que acontecem nas principais vilas.
Organização social
A maior cidade é Guminéia, com 12 mil habitantes, localizada na região costeira de do lago de Drasódia.
Esta região em particular é bem diferente das comunidades mais próximas ao mar de Trítia.
A defesa é feita por milícias armadas que se revezam anualmente.
Economia
Vivem de pesca e agricultura rudimentar. Criam animais locais para corte e transporte. Valoriza-se muito a posse de terras, tanto horizontais (plantio e pecuária), como a vertical (posse de grandes árvores). Os gelfos são tradicionalmente pescadores de embarcações rudimentares usando redes.
Há indústrias rudimentares de pães, massas, doces, bebidas e fumo, com destaque para o gudango.
Móveis e roupas são feitas a partir de artesanato familiar.
História do dinheiro
Nichid é a moeda corrente nas principais vilas e cidades. É feita de metais preciosos como ouro, prata e cobre.
Quando foi iniciado o segundo ciclo de árvores na floresta conhecida como Kelliny, a cidade de Guminéia foi fundada como uma pequena comunidade de gelfos que haviam sido expulsos da ilha de Gorn, ao sul de Akona. O dinheiro usado foi a semente de nichid, uma árvore grande que dava bons frutos e era rara em Kellini. O nichid parece ter feito sucesso por praticamente 250 anos, ou meio ciclo, até que o comércio com os gelfos do mar começou a se solidificar e, junto com ele, o dinheiro dos gelfos da floresta. Assim, o nichid foi substituído por metais preciosos, mas não perdeu o nome.
O valor da moeda sofre variações ocasionais e começou um processo de desvalorização depois que se iniciou o comércio com a cidade de Esparza.
Religião
Os gelfos cultuam os espíritos da floresta como árvores, animais. O mais sagrado, entretanto, seria a própria terra, as montanhas e rochas que formam Guinda, o grande protetor ou provedor. A palavra guinda significa útero em gelfês.
A religião mais comum é o guindetismo, ou adoradores de Guinda.
Seguem o livro divino Mandi, uma coleção de ensinamentos filosóficos muito influenciados pela cultura duarna antiga do planeta Celenides.
Outra estranha referência na cultura gélfica atual, é o nome da personificação de todos os males, o rei dos demônios, encarnação do mal, conhecida como Disson no livro Mandi. Muitos estudiosos acreditam que se trata de uma clara lembrança do tempo em que os duarnos viveram em cativeiro em Dison.
Línguas e dialetos
A língua “oficial” dos gelfos é o gelfês que, assim como o índrico, o bojano, o espaso e o dialeto basto, tem origem no disonianês antigo. Poucos gelfos sabem outras línguas e mesmo a língua sagrada, chamada Mandru, que é usada para escrever e falar nos rituais religiosos, só é conhecida por poucos clérigos.
O Mandru nada mais é do que o uma deturpação do “mund ras”, dialeto dos mundras, principal civilização dos duarnos em seu planeta natal.
Vila de Cestes: é a mais afastada de todas as cidades duarnas em Akona.
Localização – situada na floresta de Kellyni no litoral do mar Trytia há 500 km do delta do Rio Akonadi.
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