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  • Departamento de Fábulas, Contos, Milongas, Babados & Xaropes do

    Grupo de Artes Cômicas (Ops!!) *

    (área de lazer do GAS - Grupo de Artes Sônicas)

    LAZER: Do lat. licere, 'ser lícito', pelo arc. lezer.] S. m. 1. Ócio, descanso, folga, vagar: "'Conversa mole', 'conversa fiada', 'papo' implicam desocupação, lazer, senso do prazer e da volúpia" (Gilberto Amado, Sabor do Brasil, p. 31). 2. Tempo de que se pode livremente dispor, uma vez cumpridos os afazeres habituais. 3. Atividade praticada nesse tempo; divertimento, entretenimento, distração, recreio.

    As opiniões veiculadas nos textos que integram esta seção são de inteira responsabilidade de seus autores e não expressam necessariamente as opiniões do editor.

    *O título desta seção é uma corruptela do nome de umas das seções da Revista Primeiro Toque, destinada à propaganda da Editora Brasiliense, e editada durante a década de 1980.

    Colabore na otimização desta seção enviando correções e sugestões de novos itens para pmotta@artnet.com.br

    SUMÁRIO

    • EPÍGRAFES OFF TOPIC e "OF TOPIC"
    • O HUMOR NA MÚSICA ERUDITA CONTEMPORÂNEA, MÚSICA ELETROACÚSTICA E HUMOR, MÚSICA ELETROACÚSTICA BEM-HUMORADA ou (em última instância) "O ATAQUE DA COMICIDADE À MÚSICA DE ALTO REPERTÓRIO OU 'MÚSICA SÉRIA'"
    • FILOSOFÂNDIA (humor relativamente off topic nº 1), por Lindenberg R. Constantino de Freitas. Muito embora este conto de fadas seja fartamente ilustrado, as figuras nele incluídas podem ser encontradas facilmente em bibliotecas digitais de imagens editadas em CD-ROM. Isso ocorre pelo fato de serem os seus personagens muito populares no mundo do "faz de conta" e de suas imagens já terem se tornado ícones do imaginário filosófico do mundo contemporâneo.
    • UMA LISTA SUCINTA E INCOMPLETA DE SUGESTÕES PARA CATALOGAÇÃO E CLASSIFICAÇÃO DA MULTIFACETADA FAUNA MUSICAL BRASILEIRA, CONSIDERADA A MAIS RICA E DIVERSIFICADA DAS CULTURAS MUSICAIS DO PLANETA
    • UMA EFEMÉRIDE MUSICAL BRASILEIRA: O COMPOSITOR JORGE ANTUNES E O CÉLEBRE CASO DOS PEDIDOS DE PATROCÍNIO CULTURAL A UMA CONHECIDA INSTITUIÇÃO FINANCEIRA
    • CLÍNICA VETERINÁRIA DE RECUPERAÇÃO PSÍQUICO-ESTÉTICO-FENOMENOLÓGICA "FRIEDRICH WILHELM NIETZSCHE"
    • COMO BRINCAR DE VENDER AULAS DE FILOSOFIA SEM (APARENTEMENTE) PREJUDICAR O PRÓXIMO (humor off topic nº 2, autor desconhecido),
    • MANUAL DE CONDUTA DO PROFISSIONAL DE ENSINO SUPERIOR PARA OS PERÍODOS DE CRISE DAS UNIVERSIDADES PÚBLICAS (versão téquini cólor em preto e branco)
    • OS DESTINOS DO BARATO NA ERA DE SUA REPRODUÇÃO PSICODÉLICA (humor off topic nº 3)
    • NICOLAU KAZEDOVSKY, O PRÍNCIPE-PADEIRINHO BOÇAL, ESBRAVEJANTE, VERBORRÁGICO E DE TIMBRE VOCAL IRRITADIÇO (Versão 1.1b) (humor off topic sem numeração. Tão desqualificado que nem mesmo vale a pena numerá-lo). Autor remotamente desconhecido.
    • HIPERTEXTOLÂNDIA, O EQUÍVOCO DA LENTE DA MEMÓRIA NUM PISCAR DE OLHOS DA CRÍTICA DA RAZÃO HIPER-SENSÍVEL (A busca de sítios inúteis sobre grupos de música sertaneja experimental de retro-vanguarda na rede mundial de computadores a partir da aplicação do fantástico, surpreendente, antropomórfico e infalível método hiper-sensível do eclético Dr. Sensenso von Espherttexto (alter-ego suprasensível de Élison Zanghatto).
    • O CORPORATIVISMO ACADÊMICO NA ÉPOCA DE SUA REPRODUÇÃO MERCADOLÓGICA (Obra fundamental para a compreensão das complexas reflexões filosóficas desenvolvidas por Leonel "Pink" Leon e seu garboso discípulo GiraFalus Altivus et AntipatiCus, dois dos mais renomados pensadores de Filosofândia).
    • CURSO AVANÇADO DE EDIÇÃO EM HTML PARA A CRIAÇÃO DE HOME-PAGES INTERNÉTICAS INÚTEIS DESTINADAS APENAS AO AUTO-ENOBRECIMENTO DO WEBMASTER E A CHATEAR TERAPÊUTAS ANTROPOMÓRFICOS INCONFORMADOS E HIPER-SENSÍVEIS. (Magnífico curso, ainda em magnífica fase de preparação, criado pelo magnífico e idiotizado expert em linguagem HTML Hipertextus Falantis, um dos extravagantes e magníficos personagens da magnífica Hipertextolândia).
    • POR ONDE PASSA A BRISA CÍNICA DA MINHA FILOSOFIA DE VIDA ESVOAÇANTE AMARELO-LIMÃO ou WAM WAM WAM WAM!!! O GOETHE DOS TRÓPICOS: A INCRÍVEL SAGA FILOSÓFICO-PLATÔNICA DO DR. DR. XAMÃ "VOADOR" WESILYNA GARANHÕN AMORALIS - A ENCARNAÇÃO ESVOAÇANTE AMARELO-LIMÃO DA PERFECTIBILIDADE MÍTICO-ORGIÁSTICA - NO TEMPLO DA FLORESTA ENCANTADA DE UMBIGOLÂNDIA (Em duas versões supra-sensíveis: Versão Technicolor Imagético-Goetheana Antropomórfica e Versão Monocromática -Goetheana Antropofóbica)
    • FILOSOFÂNDIA: O REINO ENCANTADO DO SABER FILOSÓFICO
    • TERAPIA SUPRA-SENSÍVEL PARA EX-INTEGRANTES DE GRUPOS DE MÚSICA EXPERIMENTAL SERTANEJA ANTROPOMÓRFICA, QUE CONVIVEM HARMONIOSAMENTE COM O SEU PASSADO INEXISTENTE (SIC!), QUE TIVERAM SEUS NOMES "MAUDOSAMENTE" RETIRADOS DE SÍTIOS INTERNÉTICOS POR WEBMASTERS DESONESTOS E ENGRAÇADINHOS E QUE, DEVIDO A ESTE ATO INSANO E LEVIANO PRATICADO POR ESSES IRRESPONSÁVEIS WEBMASTERS, TRAUMATIZARAM-SE E FICARAM IMENSAMENTE CHATEADOS, PASSANDO A APRESENTAR SEQÜELAS PSICOLÓGICAS E SINTOMAS OBSESSIVOS-OBSTRUTORES RELATIVOS ÀS SUAS MISTERIOSAS HABILIDADES ANÍMICO-PERCEPTIVAS REFERENTES AOS PLANOS EXISTENCIAIS SUPERIORES DA VIDA ASTRAL (Essa magnífica obra, com esse sucinto título, contém a descrição pormenorizada da mitológica terapia anímico-ocupacional desenvolvida pelo genial Dr. Sensenso von Espherttexto (alter-ego suprasensível de Élison Zanghatto), protagonista de Hipertextolândia, o mítico país dos hipertextos incorretos).
    • O ATOR-FILÓSOFO-VETERINÁRIO QUE TINHA O REI NA BARRIGA E O OLHAR DIRECIONADO APENAS PARA O PRÓPRIO UMBIGO OU "COMO OS UMBIGÓIDES TÊM O PODER DE COLOCAR AS PESSOAS DE BOA VONTADE A SEU SERVIÇO E NÃO DEIXAR TRANSPARECER O SEU ENSIMESMAMENTO CRÔNICO" (No prelo).
    • COMO CRIAR UMA CASCA SUPRA-SENSÍVEL APARENTEMENTE MADURA E CONSISTENTE TENDO EM VISTA RENEGAR O PASSADO OBLITERANTE E INCONSEQUENTE DE SUA VIDA PREGRESSA VIVENCIADA INTENSAMENTE EM SUA ADOLESCÊNCIA JUVENIL (Edição mimeografada de um futuro best-seller do Dr. von Esphertexto, o famoso médico das almas antropofóbicas permanentemente assediadas pelas insuportáveis limitações do mundo sensível, contigente e factível).
    • DEVER DE CASA PARA WEBMASTERS ENGRAÇADINHOS, HIPO-SENSÍVEIS, RELAPSOS, DILETANTES E DESONESTOS QUE, AO EDITAREM PÁGINAS INÚTEIS SOBRE GRUPOS ANTROPOMÓRFICOS ELITISTAS DE MÚSICA SERTANEJA EXPERIMENTAL DE RETRO-VANGUARDA QUE IRÃO PARA O PATÉTICO MUSEU DA MÚSICA DO DR. VON ESPHERTTEXTO, DEIXAM DE INCLUIR ESPECIFICAMENTE O NOME DE UM DE SEUS EX-INTEGRANTES E EX-MEMBRO-FUNDADOR E AFUNDADOR, TENDO EM VISTA APENAS O PRÓPRIO AUTO-ENOBRECIMENTO, E FAZER COM QUE ESSE HONORÁVEL EX-INTEGRANTE E EX-MEMBRO-FUNDADOR E AFUNDADOR FIQUE IMENSAMENTE CHATEADO (MUITO EMBORA ELE AFIRME NÃO SE IMPORTAR "COM ESSAS COISAS"). (Supra-sumo da didática corretivo-pedagógica desenvolvida pelo incorrigível e desrespeitoso Hipertextus Falantis (vulgo Papá Momó), um dos intrigantes personagens de Hipertextolândia, o mítico país dos hipertextos incorretos).
    • HO PARAÍZU HIPERTEssTUAL DO DR SENSENSO van ISPHORTTisTA (um esquizsitho têquisto em lingvagem HTMLsss, repreto de incorresseex, dedicadoh ao ddeleite anímmmico e supro-senshíbel do Dr. Sonsenso von Exphferttttilti] {Nu prellú)
    • DÉ(CI)BEIS MENTAIS: UMA ANÁLISE PRETENSAMENTE HUMORADA DO LIXO MUSICAL DA INDÚSTRIA CULTURAL QUE ASSOLA O PLANETA (OU "A TERRA ESTARIA BEM MELHOR SE NÓS, HUMANOS, NÃO ESTIVÉSSEMOS USURPANDO OS SEUS RECURSOS E CRIANDO UMA SONOSFERA DE BAIXÍSSIMA QUALIDADE")
    • COMO DIVULGAR CORRETA E HONESTAMENTE GRUPOS EXTINTOS DE MÚSICA EXPERIMENTAL SERTANEJA MINEIRA DE RETRO-VANGUARDA ANTROPOMÓRFICA NA REDE MUNDIAL DE COMPUTADORES SEM FAZER GRACINHA PARA SE AUTO-ENOBRECER COM UMA LENTE DA MEMÓRIA DISTORCIDA POR UM PISCAR DE OLHOS HIPOSENSÍVEIS (Mais uma obra-prima do supra-genial Dr. Sonsonso von Espherttexto (alter-ego suprasensível de Élison Zanghatto), protagonista de Hipertextolândia, o mítico país dos hipertextos incorretos).
    • DINDIN ZOZÓ, O TERAPEUTA ANTROPOMÓRFICO ADAPTADO, AFETADO, INCONFORMADO, PROVINCIANO E RESSENTIDO, DOTADO DE UMA PODEROSA PERCEPÇÃO SUPRA-SENSÍVEL DA REALIDADE, PESQUISADOR DE HIPERTEXTOS INÚTEIS E QUE, NAS HORAS VAGAS, SE DEDICA À FUNDAÇÃO DE GRUPOS MULTIMÉDIA ELITISTAS DE MÚSICA EXPERIMENTAL SERTANEJA DE RETRO-VANGUARDA DESTINADOS UNICAMENTE A TEREM SUA MEMÓRIA DEPOSITADA EM ALGUMA PRATELEIRA VIRTUAL E EMPOEIRADA DE ALGUM MUSEU DA MÚSICA EM FUNÇÃO DE SEREM DIVULGADOS POR SÍTIOS INÚTEIS QUE INFESTAM A REDE MUNDIAL DE COMPUTADORES AOS SÁBADOS, DOMINGOS, FERIADOS NACIONAIS E DIAS SANTOS (Uma obra prima do renomado memorialista lusitano Peter Dighole, na qual a biografia do enigmático Dindin Zozó é magistralmente apresentada com a fonte Comic Sans, tamanho 40, itálico-negrito. No prelo, até que o autor se lembre de enviar os originais para a editora...).
    • A INCRÍVEL ESTÓRIA DE PAPÁ MOMÓ (VULGO HIPERTEXTUS FALANTIS), O MÚSICO-MEMORIALISTA-FILÓSOFO-WEBMASTER-HIPOSENSÍVEL ABILOLADO, DESMEMORIADO, DESONESTO E ENGRAÇADINHO QUE, NUM PISCAR DE OLHOS E COM A LENTE DA MEMÓRIA VOLTADA APENAS PARA SEUS PRÓPRIOS INTERESSES, OMITIA DOS HIPERTEXTOS QUE REDIGIA OS NOMES DE EX-INTEGRANTES DE GRUPOS MULTIMÉDIA ELITISTAS DE MÚSICA EXPERIMENTAL SERTANEJA DE RETRO-VANGUARDA, TENDO EM VISTA APENAS O PRÓPRIO AUTO-ENOBRECIMENTO DE SUA PERSONALIDADE EGÓICA (Outra obra prima inédita do renomado memorialista lusitano Peter Dighole, e que é considerada pela crítica especializada (mesmo antes de seu lançamento) como a mais reveladora autobiografia (não autorizada) da vida do polêmico e eclético Papá Momó. Também no prelo, devido aos mesmos motivos apontados em relação à obra supra-citada). Exclusivamente dedicado ao deleite supra-sensível do nobre Élison Zanghatto (nome de guerra do venerável Dr. von Espherttexto), protagonista-mor de Hipertextolândia.
    • A FALTA DE POLIDEZ PSICOLÓGICA E O PROVINCIANISMO BAIRRISTA (TRAVESTIDO DE UM CORDIALISMO DE FALA-MANSA) NA ÉPOCA DE SUA REPRODUÇÃO ANTROPOMÓRFICO-TERAPÊUTICA E SUPRA-SENSÍVEL (Best Seller do famoso terapêuta antropomórfico afetado, provinciano e ressentido Dindin Zozó, em sua 67ª edição, revista e ampliada).
    • ILUSTRES PERSONAGENS DA HISTÓRIA DA HUMANIDADE QUE DEVEM SER LEMBRADOS PARA SEREM ESQUECIDOS (Mais uma admirável brochura de 48.927 páginas (em um único volume) do renomado memorialista Peter Dighole. Também no prelo, devido aos processos judiciais abertos contra o autor pelos parentes dos personagens citados nesta grandiosa e oxalá inesquecível obra da literatura lusitana).
    • 999 MIL SÍTIOS INTERNÉTICOS COM PROBLEMAS DE DIGITAÇÃO, EDITADOS POR WEBMASTERS ENGRAÇADINHOS, DILETANTES E DESONESTOS QUE VISAM APENAS AO AUTO-ENOBRECIMENTO E DESTINADOS A CHATEAR EX-MEMBROS FUNDADORES-AFUNDADORES DE GRUPOS EXPERIMENTAIS DE MÚSICA SERTANEJA MINEIRA ANTROPOMÓRFICO-RETRO-VANGUARDÍSTICA QUE IRÃO PARA O PATÉTICO MUSEU DA MÚSICA DO CIRCUNSPECTO DR. VON ESPHERTTEXTO (No prelo por tempo indeterminado. Um dos mais importantes livros jamais escritos por Papá Momó, o renomado músico-memorialista-filósofo-webmaster, considerado uma das maiores autoridades em edição HTML com textos incorretos. Uma obra prima do gênero, ansiosamente esperada por aqueles ex-membros fundadores-afundadores de grupos experimentais de música sertaneja mineira retro-vanguardística que, não tendo nada mais interessante para fazer na vida, passam horas e horas diante do computador - obviamente conectados à WEB com suas velossíssimas conexões à cabo - procurando por sítios inúteis que divulgam esses famigerados "grupos experimentais", com o único objetivo de verificar se seus nomes foram deliberadamente retirados do texto em um piscar de olhos pela lente desfocada da memória (do webmaster que está voltado apenas para seus próprios interesses); mas que, no fundo de suas apáticas, perceptivas, confusas, traumatizadas e delicadas almas supra-sensíveis, no final das contas, não se importam muito com essas coisas relacionadas ao mundo dos pobres mortais hipo-sensíveis...).
    • MILIUMA DICAS MÁGICAS DE COMO ENCONTRAR PÁGINAS INÚTEIS NA INTERNÉTI SOBRE GRUPOS EXTINTOS DE MÚSICA EXPERIMENTAL SERTANEJA ANTROPOMÓRFICA MINEIRA RETRO-VANGUARDÍSTICA, DESTINADAS A CHATEAR EX-INTEGRANTES AFETADOS, INCONFORMADOS, RESSENTIDOS E ADAPTADOS AO MUNDO SUPRA-SENSÍVEL QUE, CASO NÃO TENHAM MAIS NADA DE INTERESSANTE PARA FAZER NA VIDA, PODERÃO UTILIZÁ-LAS COMO PRETEXTO PARA O EXERCÍCIO DE SUA "CRÍTICA" CONTRADITÓRIA E DESINFORMADA E DE SEU PROVINCIANISMO SUPRA-SENSÍVEL (Livro de auto-ajuda. Apresentando uma extrema e oportuna concisão literária, com apenas cinco linhas impressas, esta incrível obra foi psicografada em apenas alguns segundos pelo renomado médium-escritor supra-sensível Dindin Bahianno Zozó (o irmão gêmeo baiano mais novo (!?!?) do renomado, multi-milionário, obscuro e inacessível escritor Dindin Zozó), reconhecido como a maior autoridade nessa área de pesquisa. Obra indicada, em 2003 d.C., ao Prêmio Nobel de Literatura Esotérica para o Aprimoramento da Alma Humana Encabuladamente Traumatizada e Ligeiramente Desconectada do Mundo Físico (Paulo Lebrino que se cuide!). Vendas exclusivas pela Internéti no endereço http://www.mundoanimicocorporation.org.de ou pelo telefone 60478-38775-8-6000000000-0, ramal 58092-3-6-5-8-1-33-000000000000-0-0).
    • A BERMUDINHA ROSA-CHOQUE (humor off topic nº 4: um conto de fadas contemporâneo para uma eventual reflexão lógico-filosófica pós-modernosa acerca da vida nas grandes cidades brasileiras)
    • O DIA DO NADA: um dia dedicado a não se fazer coisa alguma e a não se refletir sobre coisa nenhuma (humor off topic nº 5).
    • MÚSICA NO VÁCUO (Uma das inúmeras e impressionantes experiências levadas a cabo no memorável e lendário laboratório sonoro do grupo de música experimental sertaneja mineira antropomórfica de retro-vanguarda Uai!? cê não viu ali o liú? sob a direção do fantástico e supra-sensível Dr. von Esphertextto. Devido ao fato dos integrantes do grupo terem necessária e circunstancialmente usado máscaras de oxigênio, lamentavelmente, não foram utilizados instrumentos de sopro (devido também a questões óbvias de sobrevivência dos instrumentistas). A ser editado brevemente em DVD quádruplo).
    • O GRUPO MULTIMÉDIA DE MÚSICA SERTANEJA MINEIRA EXPERIMENTAL ANTROPOMÓRFICA RETRO-VANGUARDÍSTICA UAI!? CÊ NÃO VIU ALI O LIÚ? NO FAMOSO, PATÉTICO E SURPREENDENTE MUSEU DA MÚSICA DO CIRCUNSPECTO DR. VON ESPHERTTEXTO (A ser inaugurado no dia 15 de abril de 2095, esse hilário Museu da Música abrigará exclusivamente todos os milhares de hipertextos inúteis (identificados pelo perspicaz Dr. von Espherttexto (alter-ego suprasensível do Dr. Élison Zanghatto) sobre o grupo Uai!? cê não viu ali o liú? editados pelo capcioso webmaster engraçadinho e desonesto Hipertextus Falantis, um dos famigerados personagens de Hipertextolândia, especializado em chatear um dos ex-membros fundadores-afundadores do grupo, o qual, por sua vez, tem demonstrado, com seu sarcástico provincianismo bairrista e com a sua invejável e inconsistente ironia supra-sensível, um grande interesse em estar corretamente vinculado ao Uai!? cê não viu ali o liú?; e que, exatamente por esse motivo, não abre mão de ser honestamente citado nessas páginas inúteis que divulgam o grupo na rede mundial de computadores desde a segunda metade do século XVIII).
    • NICOLAU KAZEDOVSKY, DR. SENSENSO VON ESPHERTTEXTO, LEONEL "PINK" LEON, DR. DR. WESILINA GARANHÕN AMORALIS: O TRIO DE UMBIGÓIDES PARADA-DURA (O quarteto apresenta-se como um trio, devido ao fato de que um de seus integrantes apresentar-se, de fato e insistentemente, como uma inexistência).
    • VISITAS DIÁRIAS AOS WEB SITES INÚTEIS DO PATÉTICO E SURPREENDENTE MUSEU DA MÚSICA DO DR. SENSENSO VON ESPHERTTEXTO (Agende já uma visita inteiramente gratuita ao famoso, patético, surpreendente e hilário Museu da Música do prolixo Dr. von Espherttexto, no qual se encontra o maior acervo mundial de sítios internéticos inúteis sobre grupos de música experimental sertaneja mineira antropomórfica de retro-vanguarda criados por webmasters desonestos e engraçadinhos especializados em chatear permanentemente ex-integrantes hiper-sensíveis desses grupos de música. Diversão garantida para toda a família!).
    • INDICAÇÕES CÔMICO-BIBLIOGRÁFICAS & CÔMICO-DISCOGRÁFICAS DESATUALIZADAS PARA ALEGRAR O SEU DI-A-DIA (mas muito significativas e imprescindíveis...).

    EPÍGRAFES OFF TOPIC e "OF TOPIC"

    A cerveja e a cachaça são os piores inimigos do homem. Mas o homem que foge dos seus inimigos é um covarde. (Zeca Pagodinho)

    Eu não sei se o céu ou o inferno/Qual dos dois você vai ter que encarar/E foi prá não lhe deixar no horror/Que eu vim pra lhe acalmar/Se o pecado anda sempre ao seu lado/E o demônio vive a lhe tentar/Chegou a luz no fim do seu túnel, minha filha/O meu cajado vai lhe purificar/Pois eu transformo água em vinho, chão em céu/Pau em pedra, cuspe em mel/Prá mim não existe impossível/Pastor João e a Igreja Invisível/Para os pobres e os desesperados/E todas as almas sem lar/Vendo barato a minha nova água benta/Três prestações qualquer um pode pagar/O sucesso da minha existência/Está ligado ao exercício da fé/Pois se ela remove montanhas/Também traz grana e um monte de mulher/Pois eu transformo água em vinho, chão em céu/Pau em pedra, cuspe em mel/Prá mim não existe impossível/Pastor João e a Igreja Invisível (Raul Seixas e Marcelo Nova)

    Minha terra tem macieiras da Califórnia/Onde cantam gaturamos de Veneza/Os poetas da minha terra/São pretos que vivem em torres de ametista,/Os sargentos do exército são monistas, cubistas,/Os filósofos são polacos vendendo a prestações./A gente não pode dormir/ Com os oradores e os pernilongos./Os sururus em família têm por testemunha a Gioconda./Eu moro sufocado/Em terra estrangeira./Nossas flores são mais bonitas/Nossas frutas mais gostosas/Mas custam cem mil réis a dúzia./Ai quem me dera chupar carambola de verdade/E ouvir um sabiá com certidão de idade! (Canção do Exílio, Murilo Mendes)

    Segundo recentes pesquisas extracurriculares do Departamento de Fábulas, Contos, Milongas, Xaropes e Babados do Grupo de Artes Sônicas, quem sabe mesmo o que é fast food é o povo nordestino, que fica pela caatinga correndo atrás dos lagartos tiú para garantir o "pão nosso de cada dia..." (Epígrafe cunhada a partir de uma conversa informal com alguns amigos...)

    Levantar-se mais cedo não apressa a madrugada. (Thomas Hanna)

    Se a verdade pode eventualmente ser encontrada no humor, qual o motivo que levam os filósofos a não se dedicarem à reflexão desse tema? A depreciação aristotélica da comédia talvez tenha sido, para a civilização ocidental, uma de suas maiores tragédias. (Paul Stoffel)

    A fé cega se encontrou com o olho desconfiado na igreja. "O que fazes por aqui, compadre? Estás vendo as pessoas fazendo pedidos de olho fechado? Venho aqui para abrir o olho delas." A fé cega respondeu: "Mas não é isso que elas querem." O olho desconfiado insistiu: "Olhem para mim." As pessoas então olharam para ele e fecharam os olhos de novo. "Estás vendo?", disse a fé cega. "Eles não querem ver nada." "Não sei não", disse o olho desconfiado, "eu se fosse você teria fé, mas não fecharia os olhos." E a fé cega nem deu bola: fechou os olhos e seguiu o seu caminho. Ao sair da igreja, ela foi atravessar a rua de olhos fechados e um carro atropelou-a, em cheio. Socorrida pelo olho desconfiado, ela ouviu o seu conselho: "Fé é uma coisa, burrice é outra." (Diléa Frate)

    ...Por tradição, os filósofos escrevem coisas cautelosas e contidas, porque, pelas regras do seu jogo, ninguém espera que eles digam o que pensam. (Thomas Hanna)

    Pertenço à categoria não muito numerosa dos que se interessam igualmente pelo finito e pelo infinito. (Murilo Mendes)

    Na verdade, não existem OVNIs (Objetos Voadores Não Identificados), mas sim LUVNIs (Luzes Voadoras Não Identificadas). Pois quem pode garantir que o que se vê são "objetos"? A única afirmação que podemos realmente fazer é que o que se vê são "luzes voadoras" e não necessariamente "objetos voadores". Paul Stoffel (Esta observação sobre OVNIs foi confidenciada por mim a Antônio Rezende Guedes (em frente ao portão de uma renomada UFES) que, ao conceder uma entrevista a uma rede de TV, distraidamente se esqueceu de creditar a sua autoria. Dessa vez passa, hein Guedes?!?!? Mas na próxima, faço questão do "copiraiguiti").


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    UMA LISTA SUCINTA E INCOMPLETA DE SUGESTÕES PARA CATALOGAÇÃO E CLASSIFICAÇÃO DA MULTIFACETADA FAUNA MUSICAL BRASILEIRA, CONSIDERADA A MAIS RICA E DIVERSIFICADA DAS CULTURAS MUSICAIS DO PLANETA


    1. ÊMEDÊBÊ(1) (música do Brasil)
    2. ÊMEBÊ (música brasileira)
    3. ÊMEGÊBÊ (música gravada no Brasil)
    4. ÊMEÊBÊ (música estrangeira brasileira)
    5. ÊMEÊRUBÊ (música erudita brasileira)
    6. ÊMEÊRUBÊMÊ (música erudita brasileira de mercado)
    7. ÊMEÊRUDIBÊ (música eruditóide brasileira)
    8. ÊMEÊXBÊ (música extraterrestre brasileira)
    9. ÊMEÊZBÊ (música esquizôfrênica brasileira)
    10. ÊMEDÊBÊ(2) (música de brasileiros)
    11. ÊMERÊBÊ(1) (música de roqueiros brasileiros)
    12. ÊMERÊBÊNÊ(2) (música de roqueiros brasileiros naturalizados)
    13. ÊMEJÊPÊ (música jazzística brasileira)
    14. ÊMEJÊÊMEDÊÊMEBÊ (música jazzística mascarada de música brasileira)
    15. ÊMECHOBÊ (música chorona brasileira)
    16. ÊMENÊMÊ (música negra brasileira)
    17. ÊMEBÊBÊ(1) (música branquela brasileira)
    18. ÊMEBÊBÊ(2) (música bastarda brasileira)
    19. ÊMEBÊBÊ(3) (música barulhenta brasileira)
    20. ÊMEJÊBÊ (música de jabá brasileira)
    21. ÊMEIBÊ (música impopular brasileira)
    22. ÊMEBÊEMBU(1) (música brasileira emburrecida)
    23. ÊMEBÊEMBU(2) (música brasileira emburrecedora)
    24. ÊMEBÊÁ (música brasileira americana)
    25. ÊMECÊBÊ(1) (música corporativa brasileira)
    26. ÊMEFÊBÊ(1) (música fonográfica brasileira)
    27. ÊMEPÊBÊ(1) (música pornográfica brasileira)
    28. ÊMEPÊBÊ(2) (música puritana brasileira)
    29. ÊMEBÊVÊ (música brasileira de vanguarda)
    30. ÊMEPÊBÊ(3) (música prafentex brasileira)
    31. ÊMEPÊPÊBÊ (música pra pular brasileira)
    32. ÊMEÊMEBÊ (música midiática brasileira)
    33. ÊMEIDÊBÊ (música ideológica brasileira)
    34. ÊMEAÉSSE-ÉSSEBÊ (música antroposófica supra-sensível brasileira)
    35. ÊMEBÊÊME (música brasileira de mercado)
    36. ÊMEBÊPU (música brasileira pulverizada)
    37. ÊMEANALBÊ (música analfabeta brasileira)
    38. ÊMEIBÊ(1) (música instrumental brasileira)
    39. ÊMEDÊBÊ(1) (música dialógica brasileira)
    40. ÊMEFÊBÊ(2) (música fenomenológica brasileira)
    41. ÊMECÊBÊ(2) (música cartesiana brasileira)
    42. ÊMEEUBÊ (música eurocêntrica brasileira)
    43. ÊMEÉTBÊ (música étnica brasileira)
    44. ÊMEELBÊ (música eletroacústica brasileira)
    45. ÊMEPÊELBÊ (música pop eletronica brasileira)
    46. ÊMEBÊDÊ(2) (música brasileira desconhecida)
    47. ÊMEA-BÊ (música afro-brasileira)
    48. ÊMEBÊRÊ (música brasileira de raiz)
    49. ÊME"BÊ"PÊÊ (música brasileira pra embromar)
    50. ÊMEURBÊ (música urbana brasileira)
    51. ÊMEADUBÊ (música adulterada brasileira)
    52. ÊMEBÊNÊRÊGÊ (música brasileira de novela da Rede Globo)
    53. ÊMEBÊBÊ(4) (música brasileira baiana)
    54. ÊMEBÊDÊBÊ (música brasileira de baiano)
    55. ÊMEBÊPÊIVÊ (música brasileira pra inglês ver)
    56. ÊMEÉSSEBÊPÊIVÊ (música sertaneja brasileira pra inglês ver)

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    UMA EFEMÉRIDE MUSICAL BRASILEIRA: O COMPOSITOR JORGE ANTUNES E O CÉLEBRE CASO DOS PEDIDOS DE PATROCÍNIO CULTURAL A UMA CONHECIDA INSTITUIÇÃO FINANCEIRA

    Por Paulo Motta

    Irei relatar a vocês, sucintamente e sem recorrer circunstancialmente a fontes bibliográficas, uma estória sobre Jorge Antunes. um dos maiores compositores brasileiros da atualidade e também um dos precursores, no Brasil, da utilização de tecnologia eletrônica na composição musical. Antunes havia elaborado um projeto de composição de uma peça musical e, ano após ano, solicitava a uma determinada instituição financeira, patrocínio para a montagem da mesma. Desafortunada e sistematicamente, a instituição negava ao compositor o patrocínio para a realização da obra. Porém - e talvez vencidos pela insistência de Antunes -, eis que, após anos, o pedido de patrocínio e aceito e verba é liberada. Antunes não titubeou: tendo guardado todas as cartas de recusa que lhe haviam sido enviadas pela instituição, usou o conteúdo das mesmas como libreto para uma composição que incluía partes vocais. No dia da estréia, para surpresa geral e consternação dos diretores da instituição que obviamente compareceram ao evento, o público presente se vê diante de uma composição musical cujo texto relatava - denunciativamente - o desinteresse e o descaso que, durante anos a fio, a instituição demonstrou ter pelo trabalho de Antunes. Este acontecimento pode ser considerado, no âmbito da história recente da música brasileira, no mínimo inusitado. Demonstra também a faceta crítico-criativa de um compositor que, mesmo se valendo de circunstâncias extramusicais, tem a capacidade de transformar essa circunstância em motivação para o seu trabalho artístico.


    CLÍNICA VETERINÁRIA DE RECUPERAÇÃO PSÍQUICO-ESTÉTICO-FENOMENOLÓGICA

    "FRIEDRICH WILHELM NIETZSCHE"

    Especialmente destinada a você filósofo, filósofo aposentado ou ex-filósofo que se transformou em um verdadeiro e abilolado "cão-raivoso" da filosofia, por ter passado pela sistemática e perversa educação filosófico-teológico-cristã exercida por clérigos impiedosos e inflexíveis dos mosteiros medievais contemporâneos

    Clínica filosófico-terapêutica para filósofos, filósofos aposentados e ex-filósofos, que desgraçadamente passaram por uma rigorosa e repressiva formação filosófico-teológico-cristã em seminários católicos de cidades interioranas do Estado de Minas Gerais - ou que passaram a ter sintomas graves de abilolamento intelectual e racional ao praticar a árdua tarefa de filosofar sob as condições climáticas desfavoráveis e adversas de um país tropical como o Brasil - e que apresentam seqüelas psicológicas aparentemente irreverssíveis, assim como problemas de relacionamento com o ser e o não-ser interior e exterior às suas dignissímas pessoas e que, ao ministrarem aulas, cercam-se ou cercavam-se de cadeiras escolares com o intuito de criar uma barreira (intransponível) de proteção entre o seu corpo físico e o dos alunos; e que, ao caminhar pelas instituições acadêmicas nas quais verborrejam (ou verborrejavam) o seu filosofês erudito e indecifrável, literalmente sobem (ou subiam) pelas paredes quando vêem (ou viam) algum desafortunado aluno que, vindo em direção contrária à sua (dele) havia anteriormente interrompido, em sala de aula, as suas confabulações verborrágico-filosóficas.

    A ser inaugurada em 2570 d.C (sic!), essa clínica, única na América do Sul, é exclusivamente destinada à internação (voluntária ou obrigatória) daqueles desfortunados filósofos, filósofos aposentados e ex-filósofos que apresentam problemas e distúrbios psíquicos, sexuais, existenciais e de personalidade, e que passaram por uma severa educação religiosa no rigoroso e austero ambiente dos seminários mineiros. Integrada por curandeiros e new-agers os mais renomados e gabaritados do mercado, os métodos de tratamento utilizados garantem a recuperação imediata dos sintomas ocasionados pelas práticas didático-pedagógicas daqueles cruéis clérigos-educadores que infestavam essas instituições de ensino filosófico-religioso. Venha!! Junte-se a nós!! Fique em paz consigo mesmo!! Desobstrua a sua alma, descarregue o seu espírito e passe a ser um filósofo alegre e descontarído e de bem com a vida como sempre desejou ser; e passe a gozar integralmente dos prazeres proporcionados por uma prática racional-intelectual sem sentimentos de culpa e sem temores psíquico-existenciais!!

    Disponibilizamos também consultas com o famoso babalorichato e filósofo forense FiloFlatus D'Ochoossi (vulgo GiraFalus Altivus et AntipatiCus). Veja anúncio abaixo:

    (Temos também a satisfação de anunciar que estamos ampliando nossas instalações para atender especialmente a você, acadêmico, que acaba de receber o seu título de pós-graduação (especialização, mestrado, doutorado ou pós-doutorado) e que passou a se sentir "humano, demasiado humano" e que deseja recuperar à curto prazo o seu "instinto filosófico").


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    COMO BRINCAR DE VENDER AULAS DE FILOSOFIA SEM (APARENTEMENTE) PREJUDICAR O PRÓXIMO (OU "VOCÊ FAZ DE CONTA QUE APRENDE QUE EU FAÇO DE CONTA QUE ENSINO")

    Um conto de fadas carinhosamente dedicado àqueles professores e alunos que se submeteram aos desmandos do ensino "empresarial pós-moderno e neo-liberal com fins lucrativos" (para não dizer o contrário...)

    Pré-requisitos para se participar do corpo docente de um curso "superior" de filosofia contemporânea, com aparente aprofundamento reflexivo e com uma aparência de seriedade filosófico-didático-pedagógica, com o objetivo de agradar eventuais alunos interessados em investir alguns trocados em uma pseudo-formação filosófica, humana e acadêmica pós-modernosa (seja lá o que isso signifique...); e que tenha preferencialmente como coordenador um sujeito de fala mansa, dedicado às artes poéticas, sensível, com uma sólida formação teológico-filosófica, mas conivente com a prática discente de transcrição literal ou "retalhada" de textos filosóficos como recurso "descaradamente" anti-metodológico para a realização de trabalhos acadêmico-filosóficos. Ou "como obter (comprar) diplomas universitários a granel a partir dos seguintes critérios e práticas discentes: 1. Um mínimo de esforço e concentração intelectual; 2. Reclamações constantes com o coordenador do curso, sobre o fato de que os professores são muito exigentes na avalização e correção dos trabalhos e que ignoram os textos "escritos" (lê-se "copiados") pelos alunos; 3. Produção de textos medíocres com o aval do coordenador; 4. Exigir do coordenador a demissão e/ou substituição imedita daqueles professores que procuram orientar os alunos a não copiarem textos de filosofia quando da realização de seus trabalhos acadêmicos (para que eles, caso assim não procedessem, demonstrassem ser, pelo menos, sinceros consigo mesmos)."

    To Be continued...


    MANUAL BÁSICO DE CONDUTA E SOBREVIVÊNCIA DO PROFISSIONAL DE ENSINO SUPERIOR PARA OS PERÍODOS (cada vez mais freqüentes) DE CRISE DAS UNIVERSIDADES PÚBLICAS DE PAÍSES TROPICAIS TERCEIRO-MUNDISTAS, OCORRIDOS APÓS O SUCATEAMENTO DAS MESMAS POR PARTE DO ESTADO PÓS-MODERNOSO NEO-LIBERAL E APÓS TEREM SIDO TOMADAS DE ASSALTO PELO CORPORATIVISMO ACADÊMICO E PELA INSTRUMENTALIZAÇÃO DE SUAS PRÁTICAS PEDAGÓGICAS

    ou

    COMO INGRESSAR EM EMPRESAS UNIVERSITÁRIAS KITCH-YUPPIES PÓS-MODERNOSAS NEO-LIBERAIS COM IDENTIDADE VISUAL KITCH PRÉ-DEFINIDA

    Se as empresas universitárias kitch-yuppies pós-modernosas neo-liberais representam o futuro da educação de ensino superior e o futuro da pesquisa acadêmica, então a educação de ensino superior e a pesquisa acadêmica não têm futuro ou, na melhor das hipóteses, têm um futuro sombrio.

    Este manual, imprescindível para aqueles que, sendo profissionais do ensino superior, não foram aprovados (eleitos) em concursos "públicos" (cuja transparência de critérios é obviamente (in)discutível) nas universidades "públicas" de países tropicais terceiro-mundistas), pretendam integrar o quadro docente das empresas universitárias yuppies pós-modernosas neo-liberais que proliferam às dezenas em terras tupiniquins e adjacências. Infelizmente, e para se aproximar do "espírito da coisa" dessas empresas universitárias, este manual não será aqui disponibilizado gratuitamente. (Os interessados poderão entrar em contato com o autor para o eventual pagamento em dólares com depósito em conta bancária na Suiça).

    Para efeito de marketing, o autor desse espetacular volume permitiu a publicação de alguns dos temas abordados nessa brochura que, antes mesmo de sua chegada às livrarias, já foi adquirida antecipadamente por milhões de brasileiros, ávidos por compatibilizarem suas personalidades com os moldes da mais nova coqueluche do mercado educacional contemporâneo, a empresa universitária yuppie pós-modernosa neo-liberal com identidade visual kitch pré-definida:

    • Como identificar empresas universitárias yuppies pós-modernosas neo-liberais que apresentem uma identidade visual pré-definida.
    • Como não cometer deslizes de vocabulário nas entrevistas com os coordenadores dos cursos de empresas universitárias yuppies pós-modernosas neo-liberais.
    • Regras gerais de conduta para ser aprovado em concursos para professores de empresas universitárias yuppies pós-modernosas neo-liberais.
    • Como "vestir a camisa" de sua empresa universitária kitch-yuppie pós-modernosa neo-liberal e não se sentir desconfortável como se tivesse escolhido (se é que isso é possível...) um tamanho menor do que o que lhe é apropriado.
    • Como proceder em uma prova-aula de admissão em uma empresa universitária yuppie pós-moderna neo-liberal com banca examinadora que não tenha profissionais da sua área de atuação.
    • Como proceder para que você, oportunista de plantão, que jamais se interessou por educação, mas que deseja descolar alguns trocados para aumentar a sua renda familiar, passe a integrar o corpo decente de cursos técnicos de alguma empresa universitária kitch-yuppie pós-modernosa neo-liberal (mesmo que você nunca sequer tenha passado por perto de uma sala de aula de algum desses estabelecimentos de ensino superior ou tenha se ineressado em ingressar no promissor negócio do mercado educacional).
    • Como ser "rigorosamente selecionado" como professor de empresas universitárias yuppies pós-modernas neo-liberais em um período de, no máximo duas semanas.
    • Como se sentir privilegiado, após ser "rigorosamente selecionado" como professor de uma empresa universitária yuppie pós-moderna neo-liberal, por não ser cumprimentado por um coordenador de curso tribufú.
    • Como arranjar um "pistolão" e "cair nas graças" do diretor de uma empresa universitária kitch-yuppie pós-modernosa neo-liberal e entrar para a instituição sem passar por uma "rigorosa" seleção para professores.
    • Como se manter na expectativa de ser "convidado" a vender aulas em empresas universitárias yuppies pós-modernas neo-liberais após o período oficial de seleção de professores nos quais estes últimos foram "rigorosamente selecionados" por bancas examinadoras que assistiram, em média, vinte e cinco provas-aula por dia (embora você não deva desanimar, você apenas será convidado se tiver um amigo que já faça parte da "grande família" que integra uma empresa universitária kitch-yuppie pós-modernosa neo-liberal específica).
    • Sugestão de indumentária padrão para a sua prova-aula em empresas universitárias yuppies pós-modernas neo-liberais com identidade visual kitch pré-definida: quanto mais neutro, insosso e retilíneo forem os seus trajes, mais chances você terá de se tornar um docente universitário yuppie pós-modernoso neo-liberal; ou, ao menos, aparentar ser uma dessas criaturas...
    • Como se manter em uma empresa universitária yuppie pós-modernoso neo-liberal sem "dar bandeira" e conseguir tolerar a sua estrutura burocrática e seu "visual clean" pós-modernético (moderno e cibernético).
    • Como se livrar das cascáveis doscentes que fazem de tudo para denegrir os profissionais responsáveis que, resistentemente, procuram elevar a dignidade do ensino e ~da atuação profissional doscente no contexto universitário burocrático e empresarial pós-modernoso.
    • Como permanecer adequadamente no ambiente de uma empresa universitária yuppie pós-modernosa neo-liberal e não se sentir uma simples "peça de engrenagem" que poderá ser substituída a qualquer momento, caso você comece a exercer o seu senso crítico e/ou não consiga mais se sentir integrado ao ambiente familiar da empresa universitária yuppie pós-modernosa neo-liberal à qual pertence.
    • Como lidar com "diretores-educadores" (lê-se empresários) burocratas e viceralmente capitalistas cujo lema, apesar das aparências, é: "Ao contrário do que possa parecer, não estamos à serviço da educação, mas sim a educação é que está ao nosso serviço (e das nossas contas bancárias)."

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    OS DESTINOS DO BARATO NA ERA DE SUA REPRODUÇÃO PSICODÉLICA

    (Parte do texto abaixo, de autoria de Paulo Leminski, foi extraído da Revista Primeiro Toque, destinada à propaganda da Editora Brasiliense, editada durante a década de 1980. Direitos reservados)

    AVISTADO DEUS. Depois de tomar várias doses de ácido lisérgico, o escritor Audous Huxley afirma ter visto Deus. Promete para breve uma entrevista com o ilustre personagem, que desempenha um papel inesquecível no Novo Testamento. Comeu muitas e outras coisas, dentre elas um atlas anatômico, um vaso de petúnias e o catálogo eletrônico de Nova York. Cada pergunta com sua pertinente resposta. Vá contar para as crianças as inúmeras viagens que fez. Confissões de Um Comedor de Ópio. Farto da boa vida que levava em Marselha, Arthur Rimbaud, o menino prodígio da poesia gaulesa, parte para a África em busca de melhores climas e escravos mais baratos. Mesmo assim, declarou enfático: - Nunca dispenso uma coisinha! Vocês podem ir se quiserem, nós estamos fazendo uma jam, é tudo. Testemunhas inoculares da história. Evite o tráfico. Plante em casa. Star splanged banner. Alice em seus Caprichos & Relaxos. Castle are made of sand. Fanático por brinquedos. Ando angustiado procurando minha identidade, numa daquelas crises existenciais pelas quais todo mundo passa. Já fui até a um analista ver se encontrava meu ego num divã. Mas que nada! Continuo na mesma. Sem perder o pé na terra. Poema espacial. Ao ser baleado em Nova York, o cantor John Lennon declarou, nos braços de Yoko Ono: - Já vi esse filme. Jimmi Hendrix. Power of soul. - Mas isso é uma verdadeira loucura, declarou o poeta Baudelaire, quando suas oito amantes entraram em luta pela posse do cachimbo de haxixe do poeta das Flores do Mal. O poeta, que é parnasiano mas não é besta, abaixou as calças aos brados de: - Eu nunca dispenso uma coisinha! (Adivinhem qual é o nome dela...). Muito bem crianças, o encanto se quebrou. Narizes que crescem. Sentindo um oco no estômago. Maças vermelhas e envenenadas. Acabei indo dormir sem tomar cerveja. Tabuleiro de pirulitos. Não entenderam o espírito da coisa... É melhor a gente bolar novos contos, pois os futuros petizes não vão poder continuar brincando com a Branca de Neve depois da novela das oito ou viajar para aqueles países distantes onde os heroizinhos brincam de papai e mamãe, mas nunca viram adultos. Poesia visível. Assustados, estamos fazendo o possível para que ele volte a ser o mesmo. Totalmente perdido. Alucinante. Há repressão sexual até nos contos de fadas... Varinhas de condão lisérgicas. Inspiração fontaineana. Criatividade e sentimento. Vá caçar sapos! Detido na tarde de ontem, por uso de ópio, o poeta Edgar Allan Poe que declarou ser portador de um gato preto que sempre diz nevermore. Considerado o terror das letras americanas, Poe declarou: - Esta história é um pesadelo de cuyo nombre no quiero recordarme. Aquelas duas palavrinhas não vão ser levadas pelo vento, não. Os sussurros já viraram gritos. Não fazemos entrega a domicílio. A gente nunca sabe o dia de amanhã. É, tá todo mundo frustrado. Um barco alado e dourado, está passando pelo meu caminho, e ele não deve parar, deve continuar, e então castelos feitos de areia desmancham-se nos oceanos, eventualmente... Pedimos que escrevesse sobre as drogas prediletas dos escritores e não sobre os escritores prediletos dos drogados. Suponho que esta seja a montagem correta. Façam vocês a viagem que quiserem, mas não se esqueçam de que a revolução industrial foi financiada pelo ouro brasileiro usurpado de nossas Minas Geraes. As portas da percepção sempre estiveram abertas... Mas poucos foram os que, ao longo da história da humanidade, tiveram a coragem de atravessá-las. Leiam A Erva do Diabo e Viagem a Ixtlan, de Carlos Castaneda. Sabiam que alguns povos orientais reconhecem mais de cem estados de consciência, enquanto que as escolas de psicologia ocidental identificam apenas cinco? (Com exceção da psicologia transpessoal que, aliás, é em grande parte devedora do pensamento oriental...). Ariano Suassuna: "O teatro nasceu na Grécia? Não. O teatro grego nasceu na Grécia. As populações indígenas do Brasil pré-cabralino já encenavam peças teatrais, com máscaras e indumentária especialmente destinadas a esses tipos de eventos. Ariano Suassuna: "O desenho de um cachorro não é um cachorro. Se o desenho de um cachorro fosse um cachorro, o desenho do cachorro seria um cachorro a mais no mundo: o desenho de um cachorro é uma realidade a parte." Magrite: "Ce n'est pas une pipe". Condomínio: a nova (de)formação da paisagem urbana contemporânea: favela hi-tech neoburguesa terceiro-mundista (desde que à frente das casas não estejam as residências - geralmente mal acabadas e/ou de tijolos à vista - dos pobres mortais que moram "do lado de fora"). Principal lema da nossa civilização pós-modernosa contemporânea: "Cada um por si como em um naufrágio" (Marcel Duchamp). Ou, para citar um ícone do mercado fonográfico brasileiro, muito em voga atualmente: "'Tô nem aí! Tô nem aí! Pode vir com seus problemas que eu tô nem aí.'"